Estado Novo

Período do governo Vargas, de 1937 a 1945, marcado pelo autoritarismo, censura, nacionalismo e falta de democracia.


Manifestação no Dia do Trabalho: propaganda do governo e populismo (1/5/1942)
Manifestação no Dia do Trabalho: propaganda do governo e populismo (1/5/1942)

 

Introdução: o que foi e duração

 

O Estado Novo é o nome que se deu ao período em que Getúlio Vargas governou o Brasil de 1937 a 1945. Este período ficou marcado, no campo político, por um governo ditatorial.

 

O Golpe de Estado de 1937

 

Em janeiro de 1938 deveriam ocorrer as eleições presidenciais. Porém, alegando a existência de um suposto plano comunista (Plano Cohen) e aproveitando o momento de instabilidade política pelo qual passava o país, Getúlio Vargas deu um golpe de estado em 10 de novembro de 1937. Vargas contou com o apoio de grande parte da população (principalmente da classe média com medo do comunismo) e dos militares. Começou assim um período ditatorial. 

 

Após o golpe, Vargas fechou o Congresso Nacional e impôs uma nova Constituição (apelidada de “polaca”) com várias características antidemocráticas. 



Principais características do Estado Novo:

 

- O Estado Novo caracterizou-se pela censura aos meios de comunicação (rádios, revistas e jornais) e às manifestações artísticas como, por exemplo, teatro, cinema e música;

 

- Criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) para promover e divulgar as realizações do governo e censurar os movimentos artísticos e culturais de oposição;

 

- Perseguição e, em alguns casos, prisão de opositores e inimigos políticos;

 

- Repressão às manifestações políticas e sociais (protestos, greves, passeatas);

 

- Outra característica do Estado Novo foi o controle dos sindicatos;

 

- Criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em 1943, garantindo vários direitos aos trabalhadores;

 

- Criação da Justiça do Trabalho, da carteira de trabalho, salário mínimo, descanso semanal remunerado, jornada de trabalho de oito horas e regulamentação do trabalho feminino de menores de idade;

 

- Centralização administrativa do estado (aumento da burocracia estatal);

 

- Criação de uma nova moeda, o cruzeiro;

 

- Investimentos em infraestrutura e ênfase no desenvolvimento industrial (criação da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional e Companhia Vale do Rio Doce);

 

- Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos aliados (Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética), com o envio da FEB (Força Expedicionária Brasileiras) aos campos de batalha na Itália.

 

Propaganda de Getúlio Vargas com estudantes

Propaganda de Vargas com estudantes (cartaz de 1938).

 

 

Fim do Estado Novo

 

Com o final da 2ª Guerra Mundial (1945) e a derrota das nações fascistas, a opinião pública começou a contestar o regime ditatorial varguista. Intelectuais, artistas, profissionais liberais e grande parcela do povo queriam a volta da democracia ao país. A pressão para a renúncia de Vargas aumentava a cada dia. No dia 29 de outubro de 1945, um movimento militar, liderado por generais, depôs do poder Getúlio Vargas. 

 

Manifestação em favor de Vargas em 1945

Manifestação em favor de Vargas em 1945: movimento ficou conhecido como "Queremismo".

 

 

Conclusão histórica

 

O governo de Vargas, durante o Estado Novo, apresentou pontos positivos e negativos para o país. Na área econômica, o país fez grandes avanços com a modernização industrial e investimentos e infraestrutura. Os trabalhadores também foram beneficiados com leis trabalhistas, garantindo diversos direitos. Porém, no aspecto político, o Estado Novo significou a falta de democracia, censura e aplicação de um regime de caráter populista.



 



atualizado em 11/02/2021

Revisado por: Professor Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).




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Bibliografia Indicada

 

Fontes de referência do texto:

 

- CARONE, Edgard. A Terceira República (1937-1945). São Paulo: Ática, 1989.


- BELLO, J. M. História da República, 1889-1954; síntese de 65 anos de vida brasileira. São Paulo: Editora Nacional, 1969.

 


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