Resumo em tópicos sobre a Idade Moderna


 


1. Conceito e características da Idade Moderna

- Definição: período histórico tradicionalmente situado entre 1453 e 1789.
- Início: conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos, em 1453.
- Término: início da Revolução Francesa, em 1789.
- Política: fortalecimento das monarquias e centralização do poder.
- Economia: expansão comercial, mercantilismo e desenvolvimento do capitalismo comercial.
- Sociedade: permanência de privilégios e crescimento da influência burguesa.
- Religião: Reforma Protestante e transformações na Igreja Católica.
- Cultura: Renascimento, humanismo, Revolução Científica e Iluminismo.
- Expansão territorial: conquistas coloniais e ampliação dos contatos entre continentes.



2. Transição da Idade Média para a Idade Moderna

- Crescimento urbano: fortalecimento das cidades europeias.
- Expansão comercial: ampliação das atividades mercantis.
- Burguesia: crescimento da importância econômica dos comerciantes.
- Crise feudal: transformações graduais nas relações de trabalho e de dependência.
- Centralização política: fortalecimento de determinadas monarquias.
- Navegações: desenvolvimento de técnicas e conhecimentos marítimos.
- Humanismo: valorização dos estudos clássicos e da investigação intelectual.
- Imprensa: ampliação da circulação de livros e conhecimentos.



3. Formação das monarquias nacionais

- Origem: fortalecimento gradual da autoridade real no final da Idade Média.
- Centralização: ampliação dos poderes administrativos e políticos dos reis.
- Exércitos: organização de forças militares subordinadas à Coroa.
- Tributação: desenvolvimento de sistemas de arrecadação.
- França: fortalecimento da monarquia após a Guerra dos Cem Anos.
- Inglaterra: reorganização política com a dinastia Tudor, iniciada em 1485.
- Portugal: consolidação de instituições monárquicas e expansão marítima.
- Espanha: aproximação dinástica entre Castela e Aragão.
- Consequências: formação de estruturas políticas que contribuíram para os Estados modernos.



4. Absolutismo monárquico

- Definição: sistema político caracterizado pela concentração de amplos poderes no monarca.
- Autoridade real: fortalecimento das atribuições políticas e administrativas dos reis.
- Direito divino: concepção que relacionava a legitimidade monárquica à vontade de Deus.
- Nobreza: manutenção de privilégios e participação nas estruturas do poder.
- Administração: ampliação da burocracia e dos mecanismos de controle territorial.
- Exércitos: fortalecimento militar das monarquias.
- Luís XIV (1643–1715): principal referência do absolutismo francês.
- Versalhes: palácio que se tornou importante centro político da monarquia francesa.
- Limitações: mesmo os monarcas absolutistas dependiam de instituições e alianças políticas.



5. Principais pensadores do absolutismo

- Nicolau Maquiavel (1469–1527): estudou a conquista e a manutenção do poder político.
- "O Príncipe": obra que analisa as ações dos governantes e as circunstâncias políticas.
- Jean Bodin (1530–1596): desenvolveu o conceito de soberania como poder supremo do Estado.
- Thomas Hobbes (1588–1679): defendeu a necessidade de uma autoridade soberana para garantir a ordem.
- "Leviatã" (1651): obra sobre o contrato social e a legitimidade do poder político.
- Jacques-Bénigne Bossuet (1627–1704): defensor da monarquia de direito divino.
- Importância: desenvolvimento de teorias sobre a soberania e a autoridade estatal.



6. Mercantilismo

- Definição: conjunto de práticas econômicas adotadas por diferentes Estados europeus.
- Metalismo: valorização da acumulação de ouro e prata.
- Balança comercial favorável: objetivo de ampliar exportações em relação às importações.
- Protecionismo: medidas destinadas a favorecer a produção e o comércio nacionais.
- Manufaturas: incentivo à produção de mercadorias.
- Colonialismo: exploração econômica de territórios ultramarinos.
- Monopólios comerciais: concessão de privilégios a determinados comerciantes e companhias.
- Colbertismo: políticas econômicas desenvolvidas na França durante o governo de Luís XIV.
- Objetivo: fortalecimento econômico e financeiro do Estado.



7. Expansão marítima europeia

- Período: desenvolvimento principalmente a partir do século XV.
- Pioneirismo português: organização de expedições pelo Atlântico e litoral africano.
- Interesses econômicos: busca de metais preciosos, produtos comerciais e rotas marítimas.
- Interesses religiosos: expansão do cristianismo.
- Navegação: aperfeiçoamento de embarcações, instrumentos e conhecimentos geográficos.
- Conquista de Ceuta (1415): importante acontecimento da expansão portuguesa.
- Bartolomeu Dias (1488): contornou o extremo sul da África.
- Cristóvão Colombo (1492): chegou à América em expedição financiada por Castela.
- Vasco da Gama (1498): alcançou a Índia por uma rota marítima que contornava a África.
- Consequências: ampliação das relações comerciais e início de novas conquistas coloniais.



8. Tratado de Tordesilhas e disputas coloniais

- Tratado de Tordesilhas (1494): acordo entre Portugal e Castela.
- Divisão territorial: estabelecimento de uma linha imaginária no Atlântico.
- Portugal: recebeu direitos de expansão sobre terras a leste da linha.
- Castela: recebeu direitos sobre terras situadas a oeste.
- Povos indígenas: não foram consultados sobre a divisão de seus territórios.
- Rivalidades europeias: contestação do acordo por outras monarquias.
- Inglaterra, França e Províncias Unidas: ampliaram posteriormente sua presença ultramarina.
- Consequências: intensificação das disputas por territórios e rotas comerciais.



9. Conquista europeia da América

- Início: expansão colonial europeia a partir do final do século XV.
- Povos indígenas: sociedades com diferentes organizações políticas e culturais.
- Astecas: Estado mesoamericano com capital em Tenochtitlán.
- Incas: império andino com ampla organização territorial.
- Hernán Cortés: liderou a conquista espanhola do Império Asteca.
- Queda de Tenochtitlán (1521): conquista realizada pelos espanhóis e seus aliados indígenas.
- Francisco Pizarro: comandou a expedição espanhola contra o Império Inca.
- Conquista inca (a partir de 1532): exploração de conflitos internos e avanço espanhol.
- Epidemias: provocaram elevada mortalidade entre populações indígenas.
- Resistências: guerras, alianças e estratégias indígenas contra a colonização.



10. Colonização espanhola na América

- Administração: organização de vice-reinos e outras instituições coloniais.
- Nova Espanha (1535): importante vice-reino estabelecido na América.
- Vice-Reino do Peru (1542): centro da administração espanhola na região andina.
- Mineração: atividade econômica de grande importância.
- Potosí: importante centro de extração de prata.
- Encomienda: sistema de concessão de direitos sobre tributos e serviços indígenas.
- Mita colonial: mobilização compulsória de trabalhadores indígenas.
- Agricultura: produção destinada ao abastecimento e ao comércio.
- Igreja Católica: atuação na catequização e nas instituições coloniais.
- Sociedade: marcada por hierarquias e diferenças jurídicas, econômicas e sociais.



11. Colonização portuguesa na América

- Chegada portuguesa (1500): expedição comandada por Pedro Álvares Cabral.
- Pau-brasil: principal produto explorado nas primeiras décadas.
- Capitanias hereditárias (1534): divisão administrativa destinada à colonização.
- Governo-Geral (1549): centralização de determinadas funções administrativas.
- Salvador: primeira capital do Governo-Geral.
- Economia açucareira: importante atividade colonial a partir do século XVI.
- Escravidão: exploração do trabalho indígena e africano.
- Pecuária: expansão para diferentes regiões do interior.
- Sertanismo: expedições relacionadas à exploração territorial e à captura de indígenas.
- Mineração: crescimento econômico após as descobertas de ouro no final do século XVII.
- Resistências: revoltas, conflitos indígenas, fugas e formação de quilombos.



12. Colonialismo e impérios ultramarinos

- Colonialismo: dominação política e econômica de territórios por potências estrangeiras.
- Portugal: expansão pela América, África e Ásia.
- Espanha: formação de extensos domínios coloniais americanos.
- Inglaterra: desenvolvimento de colônias e redes comerciais ultramarinas.
- França: estabelecimento de possessões americanas e comerciais.
- Províncias Unidas: expansão marítima e atuação de companhias mercantis.
- Colônias de exploração: produção voltada principalmente aos interesses comerciais externos.
- Colônias de povoamento: estabelecimento de comunidades de colonos europeus.
- Companhias comerciais: organizações privilegiadas para explorar mercados e territórios.
- Consequências: formação de redes econômicas mundiais e ampliação da dominação colonial.



13. Tráfico atlântico de africanos escravizados

- Origem: expansão do tráfico pelo Atlântico a partir do século XV.
- Crescimento: intensificação durante os séculos XVI, XVII e XVIII.
- Objetivo econômico: fornecimento de trabalhadores escravizados às economias coloniais.
- Regiões de destino: principalmente territórios americanos.
- Atividades: plantações, mineração, serviços domésticos e trabalhos urbanos.
- Transporte: realizado em navios negreiros sob condições extremamente violentas.
- Mortalidade: provocada por doenças, maus-tratos e condições desumanas.
- África: conflitos, deslocamentos populacionais e transformações políticas.
- Resistências: fugas, revoltas e formação de comunidades autônomas.
- Consequências: profundas desigualdades sociais e econômicas de longa duração.



14. Sistema colonial e pacto colonial

- Sistema colonial: conjunto de relações políticas e econômicas entre metrópoles e colônias.
- Metrópole: Estado responsável pelo domínio colonial.
- Colônia: território submetido a formas de administração e exploração externa.
- Pacto colonial: restrições comerciais destinadas a favorecer os interesses metropolitanos.
- Exportações: fornecimento de matérias-primas e produtos coloniais.
- Importações: circulação de produtos manufaturados e outras mercadorias.
- Tributos: arrecadação sobre atividades econômicas coloniais.
- Monopólios: privilégios concedidos a comerciantes e companhias.
- Contrabando: comércio realizado fora das normas estabelecidas.
- Consequências: fortalecimento das metrópoles e formação de economias coloniais desiguais.



15. Capitalismo comercial

- Definição: expansão das atividades mercantis e financeiras entre os séculos XV e XVIII.
- Comércio marítimo: ampliação das relações econômicas entre continentes.
- Burguesia mercantil: crescimento da influência de comerciantes e financistas.
- Acumulação de capitais: concentração de recursos obtidos por atividades comerciais e produtivas.
- Bancos: desenvolvimento de operações financeiras e mecanismos de crédito.
- Companhias comerciais: organizações destinadas a explorar mercados e rotas.
- Companhia Neerlandesa das Índias Orientais (1602): importante empresa mercantil.
- Colonialismo: participação na exploração econômica ultramarina.
- Escravidão: componente fundamental de diversas economias coloniais.
- Legado: transformações que contribuíram para o desenvolvimento posterior do capitalismo industrial.



16. Renascimento Cultural

- Origem: cidades italianas, especialmente entre os séculos XIV e XVI.
- Humanismo: valorização do estudo das obras e tradições clássicas.
- Antropocentrismo: maior atenção às capacidades e realizações humanas.
- Classicismo: inspiração em manifestações artísticas da Antiguidade greco-romana.
- Mecenato: financiamento de artistas e intelectuais por grupos privilegiados.
- Perspectiva: desenvolvimento de técnicas de representação espacial.
- Leonardo da Vinci: artista e estudioso da natureza.
- Michelangelo: importante pintor, escultor e arquiteto.
- Rafael Sanzio: destacou-se pela pintura renascentista.
- Consequências: transformações artísticas e intelectuais na cultura europeia.



17. Humanismo

- Origem: movimento intelectual desenvolvido especialmente a partir do século XIV.
- Estudos clássicos: valorização de textos gregos e romanos.
- Educação: importância da gramática, história, retórica e filosofia moral.
- Pensamento crítico: análise e comparação de documentos e ideias.
- Erasmo de Roterdã: humanista que criticou práticas religiosas e valorizou a educação.
- Thomas More: autor de "Utopia", publicada em 1516.
- Cultura escrita: valorização das línguas e dos estudos literários.
- Religião: muitos humanistas mantiveram compromissos com o cristianismo.
- Legado: ampliação dos debates intelectuais e das formas de investigação histórica.



18. Imprensa na Europa

- Johannes Gutenberg: associado ao aperfeiçoamento da impressão de tipos móveis metálicos.
- Período: desenvolvimento europeu em meados do século XV.
- Antecedentes: técnicas de impressão já utilizadas em sociedades asiáticas.
- Produção de livros: ampliação da quantidade de exemplares disponíveis.
- Custos: redução gradual das despesas de reprodução de textos.
- Conhecimento: maior circulação de obras científicas, religiosas e literárias.
- Humanismo: difusão de textos clássicos e novas interpretações intelectuais.
- Reforma Protestante: utilização da imprensa na divulgação de ideias religiosas.
- Limitações: permanência do analfabetismo e de diferentes formas de censura.
- Legado: transformação das condições de produção e circulação de informações.



19. Reforma Protestante

- Início tradicional: publicação das proposições de Martinho Lutero, em 1517.
- Causas: críticas a práticas religiosas e à autoridade da Igreja Católica.
- Indulgências: uma das principais questões contestadas por Lutero.
- Martinho Lutero (1483–1546): principal personagem da Reforma Luterana.
- Justificação pela fé: princípio fundamental da doutrina luterana.
- Escrituras: centralidade da Bíblia como autoridade religiosa.
- Excomunhão de Lutero (1521): ruptura com a autoridade papal.
- Difusão: favorecida pela imprensa e pelo apoio de determinados governantes.
- Luteranismo: expansão principalmente em regiões germânicas e do norte europeu.
- Consequências: fragmentação institucional do cristianismo ocidental.



20. Calvinismo e Reforma Anglicana

Calvinismo

- João Calvino (1509–1564): principal representante da corrente calvinista.
- Genebra: importante centro da Reforma Calvinista.
- Predestinação: doutrina relacionada à soberania divina sobre a salvação.
- Disciplina religiosa: valorização de normas morais e comunitárias.
- Expansão: Suíça, França, Escócia, Províncias Unidas e outras regiões.
- Huguenotes: denominação dos protestantes franceses ligados principalmente ao calvinismo.

Reforma Anglicana

- Origem: Inglaterra, durante o reinado de Henrique VIII.
- Ruptura com Roma: conflito entre o rei inglês e o papado.
- Ato de Supremacia (1534): reconhecimento da autoridade real sobre a Igreja inglesa.
- Anglicanismo: desenvolvimento gradual de uma tradição cristã própria.
- Elizabeth I: participou da consolidação institucional da Igreja Anglicana.
- Consequências: mudanças religiosas e fortalecimento da autoridade monárquica.



21. Contrarreforma e Reforma Católica

- Definição: conjunto de iniciativas de reorganização e reafirmação da Igreja Católica.
- Concílio de Trento (1545–1563): principal reunião eclesiástica do período.
- Doutrina: reafirmação de princípios fundamentais do catolicismo.
- Clero: medidas destinadas a melhorar a formação e a disciplina religiosa.
- Companhia de Jesus (1540): ordem religiosa fundada por Inácio de Loyola.
- Jesuítas: atuação na educação e nas missões religiosas.
- Catequização: expansão das atividades missionárias na América, África e Ásia.
- Inquisição: investigação e repressão de crenças consideradas heréticas.
- Censura: controle de determinadas publicações religiosas e intelectuais.
- Consequências: fortalecimento institucional do catolicismo e ampliação dos conflitos confessionais.



22. Guerras religiosas na Europa

- Causas: disputas religiosas, políticas e territoriais após a Reforma Protestante.
- Paz de Augsburgo (1555): acordo religioso no Sacro Império Romano-Germânico.
- Guerras de Religião na França (1562–1598): conflitos entre católicos e protestantes.
- Huguenotes: grupo protestante envolvido nos conflitos franceses.
- Noite de São Bartolomeu (1572): massacre de protestantes na França.
- Édito de Nantes (1598): estabelecimento de determinadas garantias aos protestantes franceses.
- Guerra dos Trinta Anos (1618–1648): conflito europeu de grandes proporções.
- Paz de Vestfália (1648): tratados que reorganizaram determinadas relações políticas e religiosas.
- Consequências: destruições, mudanças diplomáticas e transformações nas relações entre Estados.



23. Revolução Científica

- Período: desenvolvimento principalmente entre os séculos XVI e XVII.
- Características: valorização da observação, experimentação e matemática.
- Heliocentrismo: interpretação que coloca o Sol no centro do sistema planetário.
- Nicolau Copérnico: apresentou um modelo heliocêntrico em 1543.
- Johannes Kepler: formulou leis matemáticas do movimento planetário.
- Galileu Galilei: desenvolveu observações astronômicas e estudos sobre o movimento.
- Francis Bacon: valorizou procedimentos de investigação empírica.
- René Descartes: destacou a importância da razão e do método.
- Isaac Newton: formulou leis do movimento e a teoria da gravitação universal.
- Consequências: transformações na investigação científica e nas interpretações da natureza.



24. Iluminismo

- Origem: movimento intelectual de grande influência durante o século XVIII.
- Razão: principal instrumento para a compreensão crítica da sociedade.
- Liberdade: valorização de determinadas garantias individuais.
- Tolerância religiosa: crítica à perseguição por motivos de crença.
- Absolutismo: questionamento do exercício arbitrário do poder.
- Privilégios: críticas às desigualdades jurídicas e hereditárias.
- Educação: valorização da circulação de conhecimentos.
- Política: debates sobre soberania, representação e legitimidade.
- Limitações: diferentes pensadores não defendiam igualdade universal de direitos.
- Legado: influência sobre movimentos liberais e revolucionários.



25. Principais pensadores iluministas

- John Locke (1632–1704): defendeu direitos naturais e limites ao poder político.
- Montesquieu (1689–1755): valorizou a distribuição das funções do Estado.
- "O Espírito das Leis" (1748): obra de Montesquieu sobre instituições políticas.
- Voltaire (1694–1778): criticou a intolerância religiosa e determinadas práticas autoritárias.
- Rousseau (1712–1778): desenvolveu ideias sobre soberania popular e vontade geral.
- "Do Contrato Social" (1762): obra política de Rousseau.
- Denis Diderot: participou da organização da "Enciclopédia".
- D'Alembert: colaborou na organização e divulgação dos conhecimentos enciclopédicos.
- Immanuel Kant (1724–1804): destacou a autonomia da razão e o pensamento crítico.
- Adam Smith (1723–1790): analisou a economia de mercado e a divisão do trabalho.



26. Liberalismo político e econômico

Liberalismo político

- Direitos naturais: defesa de determinadas garantias individuais.
- Governo limitado: crítica à concentração arbitrária do poder.
- Representação: valorização de instituições políticas representativas.
- Consentimento: princípio relacionado à legitimidade governamental.
- John Locke: importante formulador de concepções liberais.
- Limitações históricas: direitos frequentemente restritos a determinados grupos sociais.

Liberalismo econômico

- Mercados: valorização das relações de troca e da concorrência.
- Propriedade privada: importante instituição econômica.
- Livre comércio: crítica a determinadas restrições mercantilistas.
- Adam Smith: principal referência do liberalismo econômico clássico.
- "A Riqueza das Nações" (1776): análise da produção e circulação de riquezas.
- Estado: reconhecimento de funções públicas, como justiça, defesa e infraestrutura.



27. Despotismo esclarecido

- Definição: reformas inspiradas em determinadas ideias iluministas, realizadas por monarquias.
- Característica política: manutenção da autoridade concentrada no governante.
- Administração: modernização de instituições estatais.
- Economia: incentivo a determinadas atividades produtivas.
- Educação: reformas em sistemas de ensino.
- Frederico II: governante da Prússia associado ao despotismo esclarecido.
- José II: promoveu reformas nos territórios austríacos.
- Catarina II: imperatriz russa que manteve contatos com pensadores iluministas.
- Marquês de Pombal: principal representante das reformas ilustradas em Portugal.
- Contradição: modernização administrativa sem participação política ampla.



28. Revoluções Inglesas do século XVII

- Causas: disputas entre monarquia e Parlamento.
- Carlos I: rei que enfrentou conflitos políticos e religiosos.
- Guerra Civil Inglesa (1642–1651): confrontos entre forças monarquistas e parlamentares.
- Oliver Cromwell: importante liderança militar parlamentar.
- Execução de Carlos I (1649): fim temporário da monarquia.
- República: experiência política inglesa entre 1649 e 1660.
- Protetorado: governo de Cromwell a partir de 1653.
- Restauração Monárquica (1660): retorno da monarquia com Carlos II.
- Revolução Gloriosa (1688): deposição de Jaime II.
- Declaração de Direitos (1689): fortalecimento do Parlamento e limitação do poder real.
- Consequências: consolidação gradual da monarquia parlamentar.



29. Independência das Províncias Unidas

- Localização: região correspondente principalmente aos atuais Países Baixos.
- Domínio espanhol: territórios submetidos à monarquia dos Habsburgo.
- Causas: disputas políticas, tributárias e religiosas.
- Guerra dos Oitenta Anos (1568–1648): conflito pela independência.
- União de Utrecht (1579): aliança entre províncias do norte.
- Declaração de independência (1581): rejeição da autoridade de Filipe II.
- Reconhecimento (1648): independência reconhecida pela Espanha.
- Amsterdã: importante centro comercial e financeiro.
- Companhias mercantis: expansão das atividades ultramarinas.
- Consequências: fortalecimento das Províncias Unidas como potência marítima.



30. Guerra dos Sete Anos (1756–1763)

- Definição: conflito internacional envolvendo potências europeias e territórios coloniais.
- Causas: rivalidades territoriais, econômicas e comerciais.
- Grã-Bretanha e França: principais adversárias nas disputas ultramarinas.
- Prússia e Áustria: importantes participantes dos conflitos europeus.
- América do Norte: disputas pelo controle de territórios e rotas comerciais.
- Índia: conflitos que fortaleceram a presença britânica.
- Tratados de 1763: reorganização de diferentes territórios coloniais.
- França: perda da maior parte de suas possessões continentais norte-americanas.
- Grã-Bretanha: ampliação de sua influência colonial.
- Consequências: endividamento e aumento das tensões entre britânicos e colonos americanos.



31. Revolução Industrial

- Origem: Grã-Bretanha, durante a segunda metade do século XVIII.
- Industrialização: expansão da produção mecanizada.
- Indústria têxtil: um dos principais setores pioneiros.
- Máquinas: ampliação da capacidade produtiva.
- Máquina a vapor: aperfeiçoamentos associados a James Watt.
- Carvão mineral: importante fonte de energia.
- Sistema fabril: concentração de trabalhadores e máquinas.
- Trabalho assalariado: expansão nas atividades industriais.
- Urbanização: crescimento de centros industriais.
- Condições de trabalho: jornadas prolongadas, baixos salários e utilização do trabalho infantil.
- Consequências: transformações econômicas e sociais aprofundadas durante a Idade Contemporânea.



32. Independência dos Estados Unidos

- Origem: conflitos entre a Grã-Bretanha e suas treze colônias norte-americanas.
- Guerra dos Sete Anos: contribuiu para o aumento das pressões tributárias britânicas.
- Lei do Selo (1765): imposto que provocou resistência colonial.
- Festa do Chá de Boston (1773): protesto contra políticas comerciais britânicas.
- Guerra de Independência (1775–1783): conflito militar contra a Grã-Bretanha.
- Declaração de Independência (1776): documento fundamentado em direitos e legitimidade política.
- Apoio francês: importante contribuição militar e financeira aos colonos.
- Tratado de Paris (1783): reconhecimento da independência.
- Constituição de 1787: estabelecimento de uma república federativa.
- Contradições: permanência da escravidão e exclusão política de diferentes grupos.
- Legado: influência sobre movimentos políticos e revolucionários posteriores.



33. Movimentos emancipacionistas na América

- Contexto: crescimento das tensões entre colônias e metrópoles durante o século XVIII.
- Causas: impostos, restrições comerciais e desigualdades políticas.
- Iluminismo: influência sobre determinados projetos de autonomia.
- Independência dos Estados Unidos: referência para movimentos posteriores.
- Túpac Amaru II (1780): liderança de uma grande revolta contra a exploração colonial nos Andes.
- América espanhola: manifestações contra políticas metropolitanas.
- América portuguesa: crescimento das críticas à administração colonial.
- Inconfidência Mineira (1788–1789): movimento contrário a determinadas políticas fiscais portuguesas.
- Tiradentes: um dos principais participantes da Inconfidência Mineira.
- Revolução Haitiana (1791): movimento posterior ao período moderno, relacionado às contradições da escravidão colonial.
- Consequências: fortalecimento de debates sobre autonomia e independência.



34. África durante a Idade Moderna

- Diversidade política: presença de reinos, impérios e cidades comerciais.
- Império Songhai: importante potência da África Ocidental nos séculos XV e XVI.
- Timbuktu: centro comercial, religioso e intelectual.
- Reino do Benim: destacou-se pela organização política e produção artística.
- Reino do Congo: estabeleceu relações diplomáticas e comerciais com Portugal.
- Cristianização: adoção do cristianismo por integrantes da elite congolesa.
- Angola: expansão portuguesa e conflitos com diferentes sociedades africanas.
- Rainha Nzinga: liderança que enfrentou a expansão portuguesa no século XVII.
- África Oriental: participação em redes comerciais do oceano Índico.
- Tráfico atlântico: provocou importantes transformações políticas e demográficas.
- Consequências: reorganização de Estados, economias e relações comerciais africanas.



35. Ásia durante a Idade Moderna

China

- Dinastia Ming (1368–1644): organização imperial e desenvolvimento econômico.
- Zheng He: comandou expedições marítimas chinesas no século XV.
- Dinastia Qing (1644–1912): ampliação territorial e consolidação imperial.
- Comércio: destaque para seda, porcelana e chá.

Índia

- Império Mogol: fundado por Babur em 1526.
- Akbar: governante associado à expansão e à organização administrativa.
- Shah Jahan: responsável pela construção do Taj Mahal.
- Economia: agricultura, artesanato e comércio.

Japão

- Reunificação: processo de reorganização política no final do século XVI.
- Tokugawa Ieyasu: fundador do xogunato Tokugawa, em 1603.
- Xogunato: governo militar com controle sobre os senhores territoriais.
- Relações exteriores: restrições a determinados contatos comerciais e diplomáticos.

Sudeste Asiático

- Comércio marítimo: circulação de especiarias e outras mercadorias.
- Sultanatos e reinos: importantes organizações políticas regionais.
- Presença europeia: disputas por portos e rotas comerciais.



36. Império Otomano

- Formação: origem no final do século XIII, na Anatólia.
- Constantinopla (1453): conquista realizada por Mehmed II.
- Expansão: domínio de territórios europeus, asiáticos e africanos.
- Selim I (1512–1520): ampliação territorial no Oriente Próximo e Egito.
- Solimão, o Magnífico (1520–1566): período de grande poder político e militar.
- Administração: organização de instituições centrais e provinciais.
- Religião: presença de diferentes comunidades religiosas.
- Economia: agricultura, artesanato e comércio.
- Rotas comerciais: conexões entre Europa, África e Ásia.
- Importância: uma das principais potências políticas da Idade Moderna.


37. Revolução Francesa e fim da Idade Moderna

- Início: 1789, na França.
- Causas econômicas: crise financeira e endividamento da monarquia.
- Causas sociais: privilégios e desigualdades entre os grupos sociais.
- Primeiro Estado: clero.
- Segundo Estado: nobreza.
- Terceiro Estado: maioria da população, incluindo burguesia, trabalhadores e camponeses.
- Luís XVI: monarca francês no início da Revolução.
- Estados Gerais (1789): assembleia convocada para enfrentar a crise.
- Assembleia Nacional: formada por representantes que contestaram a organização política tradicional.
- Queda da Bastilha (14 de julho de 1789): importante marco revolucionário.
- Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789): afirmação de princípios de liberdade e igualdade jurídica.
- Consequências: questionamento dos privilégios e das estruturas do Antigo Regime.
- Periodização: marco tradicional do fim da Idade Moderna e início da Idade Contemporânea.


 


 

 

Cronologia da Idade Moderna:


• 1453: Tomada de Constantinopla pelo império Turco-Otomano. Este evento marcou o fim do Império Bizantino quando os turcos otomanos, liderados pelo sultão Mehmed II, capturaram Constantinopla (atual Istambul).

 

• 1455 a 1485: Guerra das Duas Rosas na Inglaterra.

 

• 1479: formação da monarquia nacional espanhola.

 

• 1492: Descobrimento da América com Cristóvão Colombo. Chegada dos espanhóis ao continente americano. A viagem de Colombo, patrocinada pela Espanha, levou ao conhecimento e exploração europeia dos continentes americanos.

 

• 1498: Chegada da esquadra de Vasco da Gama às Índias.

 

• 1500: Chegada dos portugueses ao Brasil, liderados por Pedro Álvares Cabral (Descobrimento do Brasil).

 

• 1508: Michelangelo começa a pintar o teto da Capela Sistina. A obra é uma das mais representativas do Renascimento Cultural.

 

• 1517: início da Reforma Protestante com Martinho Lutero na Alemanha. Iniciada pelas 95 Teses de Martinho Lutero, este movimento levou a mudanças religiosas significativas e ao estabelecimento de igrejas protestantes, começando na Alemanha.

 

• 1532: início da colonização espanhola na América, após a destruição do Império Inca, comandada pelos conquistadores espanhóis Francisco Pizarro e Diego de Almagro.

 

• 1534: fundação da Companhia de Jesus, organização jesuítica da Igreja Católica, como resposta à Reforma Protestante. Esta organização atuou no Brasil, principalmente, na catequização dos indígenas.

 

• 1542: Restabelecimento da Inquisição, que atuou, principalmente, na Itália, Portugal e Espanha.

 

• A Revolução Científica (aproximadamente de 1543 até o final do século XVII): este período viu grandes desenvolvimentos na ciência, mudando fundamentalmente as visões da sociedade e da natureza. Figuras-chave incluíram Copérnico, Galileu e Newton.

 

• 1554: fundação da cidade de São Paulo.

 

• 1618 a 1648: Guerra dos Trinta Anos.

 

• 1642 a 1660: Revolução Puritana (guerra civil) na Inglaterra.

 

• 1688 a 1689: fim do regime absolutista na Inglaterra com a Revolução Gloriosa.

 

• O Iluminismo (aproximadamente do final do século XVII até o século XVIII): movimento intelectual e filosófico que dominou a Europa, enfatizando a razão, a análise e o individualismo em vez das tradicionais linhas de autoridade.

 

• 1756 a 1763: Guerra dos Sete Anos - conflito militar entre diversos reinos europeus, cuja principal causa foi a disputa pelo domínio colonial.

 

• 1765: aperfeiçoamento do motor a vapor pelo escocês James Watt (marco inicial da Revolução Industrial).

 

• 1776: Declaração da Independência dos Estados Unidos.

 

• 1789: início da Revolução Francesa, que derrubou a monarquia e terminou com o absolutismo na França.

 

Queda da Bastilha em 14 de julho de 1789.

Queda da Bastilha em 14 de julho de 1789: evento de transição da Idade Moderna para a Contemporânea.

 

 




Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 21/10/2026



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Bibliografia e vídeos indicados:

 

Fontes de pesquisa consultadas para a elaboração do texto:

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Early_modern_period

 

CAMPOS, Raymundo. Estudos de História Moderna e Contemporânea. São Paulo: Editora Atual, 1988.

 

CÁCERES, Florival; PEDRO, Antônio. História Geral. São Paulo: Moderna, 1988.



Vídeo indicado no YouTube:

 

Idade Moderna | Introdução - Se Liga - Enem e Vestibulares