Questões sobre a Crise de 1929 (respostas no final da página)
1. Qual das alternativas abaixo apresenta uma das principais causas da Crise de 1929?
A - O crescimento econômico da China e do Japão prejudicaram as exportações dos Estados Unidos.
B - A crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos, no final da década de 1920, afetou o valor das ações e derrubou as bolsas de valores no mundo todo.
C - No final da década de 1920, reconstruídas, as nações europeias reduziram drasticamente as importações de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos da América.
D - No final da década de 1920 ocorreu uma forte diminuição na quantidade de mão de obra disponível nos Estados Unidos e na Europa. Com poucos trabalhadores, as indústrias entraram em forte crise.
2. Qual das alternativas abaixo não está relacionada com as consequências da Crise Econômica de 1929?
A - Aumento de falências de empresas nos Estados Unidos.
B - Crescimento do desemprego nos Estados Unidos.
C - Aumento do nível de emprego nos Estados Unidos.
D - Forte desvalorização das ações e queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque.
3. Como o Brasil foi afetado pela Crise de 1929?
A - O Brasil parou de exportar automóveis e máquinas para os Estados Unidos, trazendo prejuízos para a economia brasileira.
B - Houve uma significativa diminuição das exportações de café do Brasil para os Estados Unidos.
C - A economia brasileira entrou em crise, pois todas as multinacionais americanas instaladas no Brasil foram à falência.
D - A Crise de 1929 afetou somente a produção de borracha na região da Amazônia.
4. Qual o nome do plano econômico criado pelo presidente Roosevelt para acabar com a crise e retomar o crescimento econômico nos EUA?
A - Plano Marshall
B - PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)
C - Plano Schlieffen
D - New Deal
5. Qual das alternativas abaixo não está relacionada com o plano elaborado pelo presidente Roosevelt para combater a crise e retomar o crescimento da economia nos Estados Unidos?
A - Empréstimos a juros baixos para Japão, China, Brasil e todos os países da Europa.
B - Controle de preços de produtos.
C - Controle da produção (estoques) de produtos das empresas.
D - Investimentos em infraestrutura (obras públicas).
6. Os problemas econômicos, gerados pela Crise de 1929, afetaram diretamente a Europa. Qual alternativa abaixo está relacionada com esse fato?
A - Surgimento do liberalismo econômico na Inglaterra e na França.
B - Surgimento e ascensão do fascismo na Itália e na Alemanha.
C - Fim do capitalismo em todos os países europeus.
D - Avanço do socialismo nos países da Europa Ocidental.
7. Qual das alternativas abaixo apresenta uma das consequências da Grande Depressão (Crise de 1929) na economia dos EUA?
A - Fortalecimento dos sistema bancário norte-americano e das industriais.
B - Forte geração de empregos nas áreas de finanças e comércio.
C - Forte crise no sistema bancário em função, principalmente, dos elevados saques realizados pelos clientes após a quebra da Bolsa de Nova Iorque e também da desvalorização das ações.
D - Valorização do dólar em relação a todas as outras moedas do mundo.
8. Qual setor econômico dos EUA foi mais diretamente afetado pelo crash da bolsa de valores de 1929?
A - Agricultura
B - Bancos e finanças
C - Manufatura
D - Mercado imobiliário
9. Como o setor industrial dos EUA foi afetado pela Crise de 1929?
A - As indústrias enfrentaram forte diminuição na venda de produtos, diminuição de lucros e demissões em massa.
B - As indústrias obtiveram empréstimos do governo e não foram afetadas pela crise.
C - As indústrias passaram a vender mais produtos e alavancaram seus lucros.
D - Todas as indústrias dos EUA entraram em crise e foram a falência em 1929.
10. Qual das alternativas abaixo apresenta um legado econômico da Crise de 1929?
A - Enfraquecimento do papel do Estado na economia.
B - Fechamento das bolsas de valores em vários países do mundo e fim do mercado de ações para sempre.
C - Fortalecimento do papel do Estado na economia.
D - Fechamento total das economias e fim das relações comerciais entre os países.
11. Qual foi uma das principais repercussões políticas nos Estados Unidos durante a crise de 1929?
A - A ampla aceitação de políticas neoliberais que reduziram o papel do Estado na economia.
B - O crescimento significativo de movimentos populares que criticavam o capitalismo e defendiam mudanças no sistema político.
C - A manutenção de baixos índices de desemprego devido à rápida recuperação econômica iniciada em 1930.
D - O enfraquecimento da participação governamental em projetos de infraestrutura para estimular a economia.
12. Qual das alternativas apresenta corretamente uma das principais estratégias adotadas para pôr fim à Crise de 1929 nos Estados Unidos e seus impactos sobre a economia global da época?
A - A imposição de tarifas alfandegárias extremamente baixas, que incentivaram o aumento das importações e geraram superávit comercial contínuo entre os Estados Unidos e a Europa.
B - A manutenção da política de não intervenção estatal, com ênfase na autorregulação do mercado financeiro e cortes sistemáticos nos gastos públicos.
C - A adoção do plano Marshall, criado para reconstruir a economia americana por meio de investimentos militares durante a década de 1930.
D - A implementação do New Deal, conjunto de medidas intervencionistas que promoveram obras públicas, regulamentação bancária e ampliação do papel do Estado na economia.
E - A renúncia à política do dólar-ouro, substituída por um sistema de câmbio fixo coordenado pelo Fundo Monetário Internacional já em 1933.
13. Qual relação pode ser corretamente estabelecida entre a Crise de 1929 e o fortalecimento dos regimes fascistas na Europa durante a década de 1930?
A - A Crise de 1929 fortaleceu as democracias liberais europeias ao promover a estabilidade econômica e limitar a influência dos partidos autoritários.
B - O impacto da crise foi irrelevante na Europa, uma vez que os países do continente mantiveram pleno emprego e crescimento industrial contínuo durante os anos 1930.
C - A grave recessão econômica provocada pela crise gerou desemprego em massa e descrédito nas instituições democráticas, abrindo espaço para o crescimento de regimes autoritários com discurso nacionalista e anticomunista.
D - Os regimes fascistas europeus surgiram exclusivamente em resposta às ameaças soviéticas, sem qualquer relação com fatores econômicos internos ou internacionais.
E - A Crise de 1929 levou ao fortalecimento de movimentos anarquistas e à completa eliminação dos partidos de direita no cenário político europeu.
14. A Crise de 1929, também conhecida como Grande Depressão, teve impactos profundos na economia mundial e nas relações políticas entre Estados. A partir de seus desdobramentos, diversos países reconfiguraram suas políticas econômicas e sociais. Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. A quebra da Bolsa de Valores de Nova York revelou a fragilidade do modelo liberal-capitalista, incentivando a adoção de políticas intervencionistas em várias partes do mundo.
II. Nos Estados Unidos, o governo implementou o New Deal, conjunto de medidas econômicas e sociais voltadas para a recuperação da economia por meio da intervenção estatal.
III. A crise favoreceu o fortalecimento de regimes democráticos liberais em países como Alemanha e Itália, onde as populações optaram por ampliar as liberdades políticas como resposta à recessão.
Com base nas afirmativas acima, assinale a alternativa correta:
A - Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B - Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
C - Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D - Apenas a afirmativa III está correta.
E - As afirmativas I, II e III estão corretas.
15. "A Crise de 1929 marcou uma inflexão decisiva no capitalismo mundial, revelando as contradições internas do modelo liberal vigente nas economias ocidentais, especialmente nos Estados Unidos. Com o colapso da Bolsa de Valores de Nova York, em outubro daquele ano, desencadeou-se uma reação em cadeia que levou à falência de bancos, à desvalorização das moedas, ao desemprego em massa e à retração do comércio internacional. A crise não foi apenas econômica: ela produziu desdobramentos políticos significativos, contribuindo para a ascensão de regimes autoritários e nacionalistas em diversas partes do mundo, diante da fragilidade das democracias liberais em oferecer respostas eficazes à população".
Com base no texto acima e seus conhecimentos sobre a Crise de 1929, assinale a alternativa verdadeira:
A - A Crise de 1929 teve origem nos países subdesenvolvidos, especialmente na América Latina, devido à superprodução agrícola.
B - A queda da Bolsa de Nova York afetou apenas o setor financeiro, sem grandes repercussões no comércio e na indústria.
C -O colapso econômico impulsionou políticas de austeridade fiscal e retração estatal como solução predominante nos países centrais.
D - A crise contribuiu para a disseminação de ideologias autoritárias, como o nazismo e o fascismo, em países que vivenciavam instabilidade econômica.
E - O New Deal foi um plano de reconstrução econômica elaborado pelos países europeus para ajudar os Estados Unidos a sair da recessão.
16. "A Crise de 1929 teve efeitos devastadores sobre os trabalhadores norte-americanos, gerando uma das maiores ondas de desemprego da história dos Estados Unidos. Com o colapso das bolsas e a falência de milhares de empresas, milhões de postos de trabalho desapareceram de forma abrupta, mergulhando famílias inteiras na miséria. As filas nos centros de ajuda humanitária se tornaram cotidianas, enquanto muitos operários migravam em busca de qualquer tipo de ocupação temporária, sobretudo no setor agrícola, onde a exploração das condições de trabalho se intensificou. Os sindicatos perderam força diante da retração econômica e da repressão patronal, e os direitos trabalhistas passaram a ser sistematicamente desrespeitados. Esse cenário gerou um clima de desesperança e instabilidade social, marcando profundamente a experiência da classe trabalhadora durante a Grande Depressão". (RAMOS, Jefferson E. M.).
Com base no texto acima, qual alternativa expressa corretamente uma consequência social direta da Crise de 1929 sobre a classe trabalhadora dos Estados Unidos?
A - Consolidação dos direitos trabalhistas por meio de ações conjuntas entre sindicatos e governo.
B - Melhoria nas condições de trabalho no setor agrícola, que absorveu grande parte da mão de obra urbana.
C - Expansão dos programas sociais federais voltados aos trabalhadores durante o governo Hoover.
D - Crescimento da participação operária nas decisões políticas por meio de conselhos populares regionais.
E - Desmobilização sindical e ampliação da exploração do trabalho, em meio ao desemprego em massa.
17. A Crise de 1929, conhecida como a Grande Depressão, transformou radicalmente o papel do Estado nas economias capitalistas, levando à adoção de novas políticas econômicas e sociais. Nesse contexto, como a crise influenciou o pensamento econômico mundial nas décadas seguintes?
A - Fortaleceu o liberalismo econômico clássico, reforçando a ideia de que os mercados se autorregulam sem a necessidade de intervenção estatal.
B - Desencorajou o uso de políticas públicas e aumentou a confiança das populações no funcionamento natural das bolsas de valores.
C - Consolidou o pensamento econômico keynesiano, que defendia o aumento dos gastos públicos e a intervenção estatal para estimular a economia e combater o desemprego.
D - Eliminou a influência do socialismo e das políticas trabalhistas nos países industrializados, reafirmando a supremacia do capital financeiro.
E - Reforçou o isolamento econômico das nações, levando ao abandono definitivo do comércio internacional e das trocas globais.
18. Leia o texto abaixo que possui três lacunas. Escolha a alternativa que possui as palavras que preenchem o parágrafo deixando-o historicamente correto.
A Crise de 1929 foi uma grave crise econômica que teve início nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou por diversas partes do mundo. Ela foi provocada, entre outros fatores, pela superprodução industrial, pela especulação financeira na _______________________ e pela queda do consumo. Como consequência, ocorreu o aumento do ______________________ e a falência de inúmeras empresas, levando os governos a adotarem políticas de maior ____________________ na economia.
A - Indústria, crescimento econômico, liberalismo.
B - Bolsa de Valores, desemprego, intervenção estatal.
C - Agricultura, inflação, isolamento político.
D - Mineração, endividamento externo, autoritarismo.
E - Economia rural, pleno emprego, livre mercado.
Respostas das questões:
1. C | 2. C | 3. B | 4. D | 5. A | 6. B | 7. C | 8. B | 9. A | 10. C | 11. B | 12. D | 13. C | 14. A | 15. D | 16. E | 17. C | 18. B
Gabarito explicativo:
1. C - Com a reconstrução europeia após a Primeira Guerra Mundial, vários países reduziram a compra de bens industriais e agrícolas dos Estados Unidos, retraindo a demanda externa. Esse recuo acentuou a superprodução interna, pressionou preços para baixo e enfraqueceu a lucratividade das empresas, criando um ambiente propício ao colapso financeiro.
2. C - A crise provocou queda acentuada da atividade econômica, resultando em demissões em massa e fechamento de empresas. Portanto, não houve aumento do emprego, e sim um desemprego persistente que agravou a contração do consumo e do investimento.
3. B - O café era o principal produto de exportação brasileiro e dependia fortemente do mercado norte-americano. A retração do consumo nos Estados Unidos derrubou as compras de café, comprimindo receitas externas do Brasil e forçando políticas de sustentação de preços e estoques.
4. D - O New Deal consistiu em um amplo conjunto de medidas intervencionistas para estabilizar o sistema financeiro, estimular a demanda e criar empregos por meio de obras públicas. Ao reforçar a regulação e ampliar o gasto estatal, buscou-se interromper o círculo vicioso de falências, desemprego e deflação.
5. A - O plano não se baseou em empréstimos externos generalizados, mas em ações domésticas voltadas à recuperação interna. As iniciativas priorizaram regulação, estímulo à renda e investimento público, com foco no reequilíbrio da economia norte-americana.
6. B - A recessão profunda fragilizou instituições políticas e alimentou descontentamento social, o que abriu espaço para forças autoritárias. Em contextos de desemprego elevado e descrédito nas soluções liberais, discursos nacionalistas e anticomunistas ganharam adesão.
7. C - A quebra do mercado acionário atingiu diretamente bancos superexpostos a ativos depreciados, e a corrida de depositantes levou a insolvências em cadeia. O colapso de crédito paralisou investimentos e consumo, aprofundando a contração econômica.
8. B - O crash atingiu primeiro o sistema financeiro e bancário, núcleo de intermediação de crédito e de valorização de ativos. A perda súbita de confiança e a descapitalização do setor propagaram a crise aos demais ramos da economia.
9. A - A queda da demanda e a escassez de crédito reduziram as vendas e a rentabilidade, levando a cortes de produção e demissões. O ambiente de incerteza inibiu novos investimentos, prolongando a estagnação industrial.
10. C - A experiência da depressão consolidou a ideia de que o Estado deve atuar para estabilizar ciclos, regular mercados e sustentar o emprego. Políticas fiscais e regulatórias tornaram-se componentes permanentes do arsenal macroeconômico.
11. B - O agravamento das condições de vida estimulou mobilizações populares e críticas ao funcionamento do capitalismo. Essas pressões sociais impulsionaram debates sobre reforma econômica, proteção ao trabalho e ampliação de direitos.
12. D - O New Deal combinou regulação bancária, estímulos à renda, obras públicas e programas de emprego, buscando restaurar a confiança e o nível de atividade. Ao recompor o crédito e a demanda, reduziu-se a espiral de falências e desemprego e atenuou-se o contágio internacional.
13. C - O desemprego em massa e a instabilidade social fragilizaram democracias e favoreceram projetos autoritários com apelos de ordem e unidade nacional. O discurso contra a desordem e contra inimigos internos ganhou força em cenários de penúria e medo.
14. A - A crise expôs limites do laissez-faire e incentivou políticas de intervenção, enquanto, nos Estados Unidos, as medidas do New Deal reorganizaram a economia. Já a tese de fortalecimento de democracias liberais em certos países não se sustenta diante do avanço de regimes autoritários em contextos de severa recessão.
15. D - A retração econômica e o desamparo social ampliaram a receptividade a plataformas autoritárias que prometiam respostas rápidas. A combinação de nacionalismo econômico, centralização e propaganda encontrou terreno fértil na insegurança coletiva.
16. E - A explosão do desemprego enfraqueceu sindicatos e facilitou a imposição de jornadas mais longas, salários menores e condições precárias, sobretudo em atividades temporárias. A busca por qualquer ocupação e a redução do poder de barganha tornaram a exploração do trabalho mais intensa.
17. C - A Crise de 1929 evidenciou as fragilidades do modelo liberal clássico, baseado na não intervenção do Estado na economia, e provocou uma reavaliação profunda das teorias econômicas vigentes. O pensamento keynesiano, desenvolvido pelo economista britânico John Maynard Keynes, ganhou destaque ao defender que, em momentos de recessão, o Estado deve intervir diretamente na economia, aumentando os gastos públicos, promovendo obras e investimentos para gerar empregos e reaquecer o consumo. Essa nova concepção influenciou políticas econômicas em todo o mundo, sobretudo a partir do New Deal nos Estados Unidos, consolidando o papel do Estado como agente ativo na regulação e no estímulo do desenvolvimento econômico.
18. B - A Crise de 1929 esteve diretamente ligada à especulação na Bolsa de Valores, especialmente em Nova York, onde muitos investidores compravam ações de forma arriscada e sem lastro real. Com o colapso do mercado financeiro, inúmeras empresas quebraram, provocando um forte aumento do desemprego. Diante da gravidade da crise, o Estado passou a atuar de forma mais ativa na economia, adotando medidas de intervenção estatal, como investimentos públicos e controle financeiro, para tentar recuperar a produção e o consumo.
Questões elaboradas por Jefferson Evandro M. Ramos (graduado em História pela Universidade de São Paulo).
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: O Breve Século XX. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.