21 Questões sobre o Absolutismo



Questões sobre o Absolutismo (respostas no final da página)


1. Qual das alternativas abaixo define de forma correta o Absolutismo?

A - Sistema econômico que prevaleceu na Europa na época do Antigo Regime.

B - Sistema econômico e político que prevaleceu na França durante toda Idade Média.

C - Sistema político e administrativo que prevaleceu nos países da Europa entre os séculos XVI e XVIII. Tinha como principal característica a concentração de poderes nas mãos dos reis.

D - Sistema político e administrativo que prevaleceu nos países da Europa e Ásia entre os séculos XI e XV. Tinha como principal característica a concentração de poderes nas mãos dos senhores feudais.

 

 

2. Qual das alternativas abaixo apresenta apenas poderes que os reis tinham na época do Absolutismo?


A - Criar taxas, escolher o nome de crianças e mudar os nomes dos adultos, tirar e nomear os papas da Igreja Católica.

B - Fundar cidades, vigiar a vida privada das pessoas, obrigar as pessoas a mudarem de religião, decidir sobre questões de outros países.

C - Estabelecer o preço das mercadorias comercializadas em outros países, obrigar os casais a terem filhos.

D - Criar impostos, decidir sobre questões da justiça, julgar e condenar pessoas, determinar ações econômicas, criar leis e influenciar em questões religiosas.

 

 

3. Qual das alternativas abaixo aponta uma das principais injustiças sociais que existiu na época do Absolutismo?


A - O rei e os integrantes da Igreja pagavam altos impostos, enquanto o restante da população fica isenta.

B - Enquanto o rei e sua corte vivia no luxo extremo (pago com os impostos), grande parte da população (principalmente camponeses) passava necessidades básicas.

C - Somente os integrantes do clero pagavam impostos.

D - Enquanto o clero vivia no luxo extremo (pago com os impostos), grande parte da população (principalmente burgueses) passava necessidades básicas.

 

 

 

4. Muitos filósofos (pensadores) desenvolveram teorias e escreveram livros favoráveis ao Absolutismo. Qual das alternativas abaixo apresenta nomes destes teóricos absolutistas?


A - Jacques Bossuet, Nicolau Maquiavel e Thomas Hobbes. 

B - Diderot, Montesquieu e D'Alembert.

C - Francis Bacon, David Hume e Immanuel Kant.

D - James Mill, Blaise Pascal e Peter Singer.

 

 

5. Qual o nome da política econômica adotada na Europa durante o Absolutismo?


A - Feudalismo

B - Mercantilismo

C - Socialismo

D - Positivismo

 

 

6. Qual das alternativas abaixo apresenta apenas características do sistema econômico utilizado pelas monarquias absolutistas?

A - Liberdade econômica; isenção de impostos e taxas; controle cambial e abertura comercial aos mercados internacionais.

B - Economia baseada em trocas; controle da economia nas mãos da burguesia; nenhuma intervenção estatal na economia e valorização da agricultura.

C - Intervenção do Estado na economia; Metalismo; balança comercial favorável e protecionismo alfandegário.

D - Valorização da importação de mercadorias; proibição de atividades econômicas lucrativas; intervenção da Igreja na economia e desindustrialização.

 

 

7. Durante a era do absolutismo na Europa (séculos XVI a XVIII), os monarcas buscavam consolidar seu poder e estabelecer estados centralizados. Qual das seguintes afirmações reflete com precisão um aspecto fundamental da governança absolutista?

A - O absolutismo foi adotado uniformemente em toda a Europa, sem grandes diferenças regionais na forma como foi implementado ou na extensão do poder exercido pelos monarcas.

B - O princípio fundamental do absolutismo era que o poder do monarca derivava diretamente do povo, que concedia ao governante seu consentimento para governar.

C - Os monarcas absolutistas frequentemente promoviam o pluralismo religioso como meio de manter a paz e a estabilidade em seus reinos.

D - Os monarcas absolutistas utilizaram extensivamente o aparato burocrático, os militares e as instituições centralizadas para exercer controle sobre seus territórios.

 

 

8. Qual dos seguintes governantes abaixo citados NÃO foi um monarca absolutista?


A - Pedro, o Grande da Rússia

B - Rainha Elizabeth I da Inglaterra

C - Rei Luís XIV da França

D - Frederico, o Grande da Prússia

 

 

9. Qual das seguintes afirmações abaixo sobre o absolutismo é falsa?


A) O Absolutismo é uma doutrina e prática política de autoridade centralizada ilimitada e soberania absoluta.

B) O Absolutismo foi mais comumente encontrado na Europa Oriental e Ocidental durante a Idade Moderna.

C) O Absolutismo é frequentemente associado à Era do Iluminismo, pois os filósofos iluministas defendiam os monarcas absolutistas.

D) O Absolutismo implica uma falta de freios e contrapesos políticos.

 

 

10. Qual das seguintes afirmações abaixo não é uma característica do absolutismo?


A) O monarca detém autoridade autocrática suprema, principalmente não sendo restrito por leis escritas, legislação ou costumes.

B) O poder político do monarca era limitado por uma constituição, elaborada por deputados e senadores.

C) O poder absoluto do monarca era justificado, muitas vezes, através da ideia do "direito divino", ou seja, um poder que vem diretamente da vontade de Deus.

D) O monarca controla todos os aspectos do governo, desde a política externa até a doutrina religiosa.

 

 

11. O escritor e teólogo francês Jacques Bossuet (1628-1700), contemporâneo do rei da França Luís XIV, foi um dos principais apoiadores e defensores do regime absolutista. A principal teoria defendida por Bossuet foi:


A) A teoria do "direito divino dos reis"

B) A teoria do "direito divino do povo".

C) A teoria do "direito democrático".

D) A teoria do "direito republicano".

 

 

12. Observe a charge abaixo e indique qual alternativa a explica melhor no contexto do regime absolutista.

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A) A charge mostra que não havia privilégios na época do absolutismo.

B) A charge mostra que havia democracia e direitos políticos para todas as pessoas durante o absolutismo.

C) O povo, assim como a nobre e o alto clero, tinham condições de vida semelhantes.

D) Durante o absolutismo, a nobreza e o alto clero eram sustentados pelas taxas e impostos pagos pelo povo.

 

 

13. Leia o texto abaixo:


"O absolutismo monárquico na Europa entre os séculos XVI e XVIII foi um modelo político baseado na concentração do poder nas mãos do rei, frequentemente justificado pela teoria do direito divino. A centralização administrativa permitiu maior controle sobre os territórios e arrecadação de impostos, fortalecendo os exércitos nacionais e a burocracia estatal. No entanto, o absolutismo não significou uma ausência de limites ao poder real, pois os monarcas frequentemente negociavam privilégios com a nobreza e enfrentavam restrições econômicas e sociais impostas por diferentes grupos. A crise desse modelo começou a se evidenciar com a ascensão das ideias iluministas e o crescente questionamento sobre a legitimidade do poder absoluto."

Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre o Absolutismo, analise as afirmativas a seguir:

I. O absolutismo foi justificado por teorias como o direito divino dos reis, que reforçavam a ideia de que o poder do monarca era concedido por Deus.
II. A centralização do poder real resultou na eliminação completa da influência da nobreza, garantindo ao monarca autoridade absoluta e inquestionável.
III. Apesar da grande concentração de poder, os monarcas absolutistas enfrentavam limites impostos por diferentes setores da sociedade, como a nobreza e grupos econômicos.
IV. O iluminismo e novas ideias políticas contribuíram para a crise do absolutismo, ao questionar a legitimidade do poder concentrado nas mãos do rei.

Agora, assinale a alternativa correta:

A) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
C) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
D) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.

 


14. O declínio do absolutismo na Europa esteve relacionado a uma série de transformações políticas, econômicas, sociais e culturais ocorridas entre os séculos XVII e XIX. Diversos fatores contribuíram para o questionamento da autoridade absoluta dos monarcas e para o fortalecimento de novas formas de governo. Qual das alternativas a seguir expressa corretamente um dos principais fatores que levaram ao fim do absolutismo?


A) A restauração do poder feudal, promovida pelas elites agrárias, que enfraqueceu a autoridade central dos reis absolutistas.

B) O fortalecimento das ordens religiosas e a crescente influência da Igreja sobre os assuntos do Estado, o que desestimulou o poder secular dos reis.

C) A ascensão da burguesia e a difusão das ideias iluministas, que defendiam a limitação do poder monárquico e a valorização da razão e dos direitos civis.

D) A ampliação dos privilégios aristocráticos e o aumento da tributação sobre os camponeses, que geraram estabilidade e apoio popular aos monarcas.

E) O fim das revoluções industriais, que promoveu a centralização do poder político e a restauração dos princípios absolutistas em toda a Europa.



15. Durante o Absolutismo, as artes e a cultura foram amplamente utilizadas como instrumentos de legitimação do poder real. Sobre essa utilização, é correto afirmar que:


A) As artes e a cultura eram consideradas atividades insignificantes pelos monarcas, que preferiam investir apenas em assuntos militares e políticos.

B) Os monarcas absolutistas utilizavam as artes para exaltar sua imagem e reforçar a autoridade real, patrocinando obras que representavam o poder e a ordem.

C) As artes eram controladas apenas pelos nobres, e o monarca não tinha interesse em participar de sua produção ou financiamento.

D) As obras artísticas e culturais tinham como principal objetivo criticar a autoridade real e promover a igualdade social.

E) Os monarcas absolutistas proibiram a produção de obras artísticas, pois consideravam que a arte enfraquecia o poder político.




16. As guerras e as políticas externas desempenharam um papel importante no fortalecimento do poder absolutista na Europa. Assinale a alternativa correta que expressa essa relação:


A) As guerras e as políticas externas eram evitadas pelos monarcas, pois exigiam grandes investimentos econômicos e podiam fragilizar a autoridade real.

B) As políticas externas não tinham influência sobre o poder do monarca, que permanecia restrito às fronteiras do seu reino.

C) A necessidade de manter exércitos permanentes e financiar guerras permitiu aos reis centralizar a arrecadação de impostos e ampliar seu poder.

D) O poder real era frequentemente reduzido durante as guerras, pois os nobres assumiam o controle das tropas e do governo.

E) A política externa durante o Absolutismo era totalmente descentralizada, cabendo aos feudos independentes decidir sobre assuntos militares.




17. O Absolutismo assumiu características distintas em diferentes países europeus. Qual das alternativas abaixo expressa corretamente uma dessas variações regionais?


A) Na França, o Absolutismo atingiu seu auge com Luís XIV, que promoveu a centralização administrativa e o culto à personalidade real.

B) Na Inglaterra, o Absolutismo foi imposto sem resistência e consolidou-se como modelo político predominante durante todo o período.

C) Na Espanha, o Absolutismo estava intimamente ligado ao fortalecimento do comércio marítimo e ao apoio irrestrito à burguesia.

D) Na Prússia, o Absolutismo baseou-se exclusivamente no poder militar dos exércitos de mercenários, sem apoio de uma administração burocrática.

E) Na Rússia, o Absolutismo foi rejeitado em favor de modelos parlamentares inspirados nos Estados europeus ocidentais.



18. O Absolutismo europeu foi sustentado por uma base teórica que buscava legitimar o poder centralizado do rei e fortalecer a estrutura administrativa do Estado. Considerando o papel dos principais teóricos absolutistas, assinale a alternativa que melhor expressa como suas ideias contribuíram para a consolidação da burocracia estatal.

A) Jean Bodin defendeu a soberania popular, fundamentando o poder político no consentimento dos governados e no fortalecimento das assembleias representativas.

B) Thomas Hobbes justificou a fragmentação do poder entre as corporações e os parlamentos, reforçando a autonomia das instituições locais diante do monarca.

C) Jacques-Bénigne Bossuet sustentou que o poder do rei era limitado pela Igreja, pois a autoridade divina impunha restrições ao governo temporal.

D) Jean Bodin e Thomas Hobbes argumentaram que a concentração do poder nas mãos do soberano era necessária para garantir a ordem e a eficiência do Estado, favorecendo a criação de uma administração centralizada e burocrática.

E) Bossuet, ao defender a separação entre religião e política, contribuiu para o enfraquecimento do poder régio e para a expansão da liberdade civil.

 


19. Durante o período do absolutismo europeu, a nobreza e o clero desempenharam papéis fundamentais na sustentação política e social dos monarcas. Apesar disso, o rei buscava garantir sua autoridade diante desses grupos. Nesse contexto, qual foi uma das principais estratégias utilizadas pelos reis absolutistas para manter o controle sobre a nobreza?


A) Reduzir os impostos pagos pela nobreza e conceder-lhe maior autonomia política nas províncias.
B) Conceder liberdade econômica irrestrita aos nobres, permitindo-lhes controlar o comércio internacional.
C) Substituir a nobreza por representantes burgueses em cargos administrativos e militares, diminuindo sua influência.
D) Proibir a presença da nobreza em suas cortes, obrigando seus membros a permanecerem em seus feudos.
E) Atrair os nobres para viverem nas cortes reais, sob vigilância direta, oferecendo privilégios em troca de lealdade e submissão ao poder central.

 

20. Leia o texto abaixo que possui três lacunas. Escolha a alternativa que possui as palavras que preenchem o parágrafo deixando-o historicamente correto.

O absolutismo monárquico caracterizou-se pela concentração de poderes nas mãos do rei, que governava sem a existência de limites institucionais efetivos. Nesse sistema político, o monarca controlava a _______________, interferia diretamente na _____________ e justificava sua autoridade por meio da teoria do _____________, que afirmava a origem divina de seu poder.

A) Economia, Igreja, contrato social.
B) Justiça, nobreza, poder popular.
C) Administração, economia, direito divino dos reis.
D) Religião, burguesia, liberalismo político.
E) Política, população, parlamentarismo.

 

21. (ENEM 2006).  "O Príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassínio e ao roubo." (MAQUIAVEL, N. "O Príncipe". São Paulo: Martin Claret, 2009 — adaptado)

No século XVI, Maquiavel escreveu "O Príncipe", reflexão sobre a monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

A) conveniência entre o poder político e a moral cristã.
B) valorização do corpo de funcionários encarregados de administrar o Estado.
C) primazia dos interesses populares sobre o poder do Estado.
D) orientação de que os fins de manter a ordem justificam os meios empregados.
E) submissão do soberano aos princípios de outras instituições, como a Igreja.




Respostas das questões:

1. C | 2. D | 3. B | 4. A | 5. B | 6. C | 7. D | 8. B | 9. C | 10. B | 11. A | 12. D | 13. C. | 14. C | 15. B | 16. C | 17. A | 18. D | 19. E | 20. C | 21. D

 

Gabarito com explicações das alternativas corretas:

 

1. C - O Absolutismo foi um sistema político e administrativo predominante em diversos países europeus entre os séculos XVI e XVIII, período da Idade Moderna. Sua característica central era a concentração dos poderes do Estado nas mãos do rei, que acumulava funções legislativas, executivas, judiciais e, em muitos casos, também exercia forte influência sobre a religião e a economia. As demais alternativas apresentam definições incorretas, seja por confundirem o Absolutismo com um sistema econômico, seja por situarem esse modelo em períodos históricos inadequados. 

2. D - No regime absolutista, o rei possuía ampla autoridade para criar impostos, administrar a justiça, julgar e condenar, interferir nas atividades econômicas e elaborar leis. Em vários reinos, também exercia influência sobre assuntos religiosos, sobretudo após as Reformas Religiosas do século XVI. As demais alternativas exageram ou inventam poderes que não faziam parte da prática histórica do absolutismo, transformando o monarca em uma figura quase caricatural. 

3. B - Uma das maiores contradições do Absolutismo foi justamente o contraste entre o luxo da corte e a pobreza da maior parte da população. Enquanto o rei, a nobreza e setores privilegiados do clero desfrutavam de riqueza e isenções, camponeses, trabalhadores urbanos e grupos populares sustentavam o sistema por meio de impostos e obrigações diversas. Essa desigualdade foi um dos fatores que, mais tarde, alimentaram críticas ao Antigo Regime. 

4. A - Jacques Bossuet, Nicolau Maquiavel e Thomas Hobbes são autores frequentemente associados à reflexão sobre o poder centralizado e à legitimação do fortalecimento do Estado monárquico. Bossuet foi um grande defensor do direito divino dos reis; Hobbes justificou a necessidade de um poder forte para evitar a desordem; e Maquiavel contribuiu com reflexões sobre a ação política e a consolidação do poder. As demais opções trazem pensadores ligados a outros contextos, especialmente ao Iluminismo ou à filosofia moderna posterior. 

5. B - O Mercantilismo foi a política econômica característica do Absolutismo e do Antigo Regime. Tratava-se de um conjunto de práticas econômicas voltadas ao fortalecimento do Estado, com destaque para o controle da economia pelo governo, o estímulo às exportações, o protecionismo alfandegário, o acúmulo de metais preciosos e a busca por uma balança comercial favorável. As demais alternativas pertencem a contextos históricos e ideológicos diferentes. 

6. C - A intervenção do Estado na economia, o metalismo, a balança comercial favorável e o protecionismo alfandegário são elementos clássicos do Mercantilismo, sistema econômico associado às monarquias absolutistas. Esse modelo visava fortalecer o poder do rei e ampliar a riqueza do Estado. As demais alternativas apresentam características incompatíveis com a lógica mercantilista, como liberdade econômica irrestrita ou desvalorização da atividade produtiva. 

7. D - Os monarcas absolutistas recorreram amplamente à burocracia, ao exército permanente e a instituições centralizadas para consolidar sua autoridade sobre o território. Isso foi essencial para enfraquecer poderes locais, ampliar a arrecadação e garantir a execução das ordens reais. As demais alternativas são incorretas porque o absolutismo não foi uniforme em toda a Europa, não se baseava no consentimento popular e tampouco tinha como princípio o pluralismo religioso. 

8. B - A Rainha Elizabeth I da Inglaterra não é normalmente classificada como exemplo típico de monarca absolutista nos moldes de Luís XIV ou Pedro, o Grande. Embora tenha governado com forte autoridade, a Inglaterra possuía tradições políticas e institucionais que limitavam, em certa medida, o poder régio, especialmente no relacionamento com o Parlamento. Já os outros nomes citados são referências mais claras de monarquias fortemente centralizadas. 

9. C - Essa afirmação é falsa porque os filósofos iluministas, em sua maioria, criticaram o Absolutismo e questionaram a concentração de poder nas mãos do rei. O Iluminismo defendeu princípios como razão, liberdade, direitos civis e limitação do poder político. Embora alguns monarcas tenham adotado certas práticas inspiradas no chamado despotismo esclarecido, isso não significa que o pensamento iluminista, em sua essência, fosse favorável ao absolutismo. 

10. B - O poder político do monarca não era limitado por uma constituição elaborada por deputados e senadores no sistema absolutista. Essa ideia está muito mais próxima de modelos constitucionais e liberais que se afirmariam em oposição ao Absolutismo. As demais alternativas expressam corretamente elementos típicos do regime, como o direito divino, a centralização do poder e o amplo controle governamental. 

11. A - Jacques Bossuet foi um dos principais formuladores da teoria do direito divino dos reis. Segundo essa concepção, a autoridade do monarca tinha origem em Deus, e, por isso, obedecer ao rei era quase um dever religioso. Essa teoria serviu para legitimar o poder absoluto, tornando a figura do rei não apenas política, mas também sacralizada. As demais alternativas não correspondem ao pensamento de Bossuet nem ao contexto do Absolutismo. 

12. D - A charge é melhor explicada pela ideia de que, durante o Absolutismo, a nobreza e o alto clero viviam sustentados pelos impostos pagos pelo povo. Esse é um dos traços mais marcantes da sociedade de ordens do Antigo Regime: os grupos privilegiados usufruíam de isenções e benefícios, enquanto os setores populares arcavam com o peso fiscal do Estado. A imagem costuma justamente denunciar essa desigualdade estrutural, mostrando a exploração social que sustentava os privilégios das elites. 

13. C - As afirmativas I, III e IV estão corretas. A primeira está certa porque o direito divino foi uma das principais justificativas ideológicas do Absolutismo. A terceira também está correta, pois, apesar da forte centralização, os reis absolutistas ainda precisavam negociar com setores poderosos, como a nobreza e grupos econômicos. A quarta é igualmente verdadeira, já que o Iluminismo contribuiu para o desgaste do modelo absolutista ao defender a limitação do poder. A afirmativa II está incorreta porque a influência da nobreza não foi eliminada completamente. 

14. C - A ascensão da burguesia e a difusão das ideias iluministas foram fatores decisivos para o enfraquecimento do Absolutismo. A burguesia passou a reivindicar maior participação política e liberdade econômica, enquanto o Iluminismo criticou o direito divino, os privilégios sociais e a concentração do poder. Esse conjunto de transformações abriu caminho para revoluções e reformas que colocaram em crise o Antigo Regime. As demais alternativas apresentam fatores historicamente equivocados ou mal interpretados. 

15. B - Durante o Absolutismo, as artes e a cultura foram instrumentos de propaganda política e de legitimação do poder régio. Os monarcas financiaram palácios, pinturas, esculturas, festas e produções culturais que exaltavam sua autoridade, sua grandeza e a ordem do reino. O caso francês, sobretudo sob Luís XIV, é um exemplo emblemático dessa instrumentalização da arte como símbolo do poder do Estado. As demais alternativas contradizem o uso político da cultura nesse período. 

16. C - A manutenção de exércitos permanentes e o financiamento de guerras fortaleceram a centralização do poder nas mãos dos reis. Para sustentar campanhas militares, os monarcas precisavam ampliar a arrecadação, organizar a administração e reforçar o controle sobre o território. Assim, guerra e poder estatal estiveram profundamente ligados no processo de consolidação do Absolutismo. As demais alternativas ignoram justamente essa relação entre militarização e centralização política. 

17. A - Na França, o Absolutismo alcançou sua forma mais emblemática com Luís XIV, que fortaleceu a centralização administrativa, subordinou a nobreza à corte e construiu uma imagem grandiosa da realeza. O culto à personalidade real e a associação entre rei e Estado foram marcas de seu governo. As demais alternativas apresentam erros históricos, como a ideia de um absolutismo sem resistência na Inglaterra ou a falsa adoção de modelos parlamentares pela Rússia nesse contexto. 

18. D - Jean Bodin e Thomas Hobbes defenderam, em perspectivas diferentes, a necessidade de um poder soberano forte e centralizado para garantir ordem, estabilidade e autoridade política. Essas formulações teóricas ajudaram a sustentar a ideia de que o Estado precisava de um centro decisório robusto, o que favoreceu a construção de burocracias administrativas mais organizadas. As demais alternativas distorcem ou invertem o pensamento desses autores. 

19. E - Uma das estratégias mais eficazes dos reis absolutistas foi atrair a nobreza para a vida cortesã, mantendo-a próxima ao poder e, ao mesmo tempo, sob vigilância. Em vez de permitir que os nobres permanecessem fortalecidos em seus territórios de origem, os monarcas ofereciam cargos, honrarias e privilégios em troca de lealdade. Essa prática foi especialmente visível na França, onde a corte de Versalhes funcionava também como mecanismo de controle político. 

20. C - O texto fica historicamente correto com as palavras “administração”, “economia” e “direito divino dos reis”. No Absolutismo, o rei controlava a máquina administrativa do Estado, interferia fortemente na economia por meio de práticas mercantilistas e justificava seu poder com base na ideia de que sua autoridade tinha origem divina. Essa combinação ajuda a compreender por que o regime absolutista concentrou tanto poder na figura do monarca.


21. D - Maquiavel rompeu com a tradição medieval e cristã que subordinava a política à moral religiosa. Em "O Príncipe", escrito no contexto da fragmentação política da Península Itálica no século XVI, o autor analisa o exercício do poder a partir da realidade concreta do governo, e não de ideais abstratos de virtude. Nesse sentido, o governante deveria agir de acordo com as necessidades da conservação do Estado, mesmo que isso implicasse recorrer à dureza, à repressão ou a medidas consideradas moralmente condenáveis. O trecho deixa claro que a crueldade, quando usada para evitar desordens maiores, poderia ser vista como um instrumento legítimo de governo. Assim, a ordem política e a estabilidade do poder justificariam certos meios empregados pelo soberano.

 

 



Questões elaboradas por Jefferson Evandro M. Ramos (graduado em História pela Universidade de São Paulo).




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Bibliografia e vídeos indicados:

 

ARRUDA, José Jobson de A.; PILETTI, Nelson. Toda a história. História geral e do Brasil. São Paulo: Ática, 1999.


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