Op-art


 

O que é e quando surgiu

 

Op-art, também conhecida como Arte Óptica, é um estilo artístico visual que utiliza ilusões óticas. Este movimento artístico teve início na década de 1930 com as obras do designer gráfico e artista húngaro Victor Vasarely.



Características principais da Op-art:

 

• Uso de recursos visuais (cores, formas, etc.) para provocar ilusões óticas.

 

• As imagens parecem ter movimento.

 

• Combinações de formas geométricas simples como, por exemplo, quadrados, retângulos, círculos e triângulos. Em muitas obras, ocorre uma interação de formas e linhas, que é cuidadosamente planejada para criar a impressão de movimento ou profundidade.

 

• Em muitas obras, o observador deve se movimentar para visualizar os efeitos da pintura ou escultura. Desta forma, o observador participa ativamente.

 

• Uso de linhas paralelas sinuosas ou retas.

 

• Uso de poucas cores, sendo o preto e o branco as mais usadas.

 

• Imagens ocultas que podem ser vistas somente de determinados ângulos ou através da focalização de determinadas áreas da obra.

 

• Contraste de cores.

 

• Apesar das ilusões tridimensionais que criam, as peças de Op-art enfatizam a planura da superfície da pintura ou tela.

 

• Os artistas da op-art criaram pautas para suas obras de arte.

 

• A Op-art foi influenciada por outros movimentos artísticos como o Construtivismo e o Dadaísmo, e compartilha semelhanças com a Arte Cinética em seu uso de movimento.




Principais artistas:

 

- Victor Vasarely - artista plástico (escultor e pintor) e designer gráfico, é considerado o pai da op-art. Começou a fazer este tipo de arte na década de 1930.

 

- Bridget Riley - pintor inglês

 

- Jesús Soto - escultor e pintor venezuelano

 

- Yaacov Agam - artista israelense

 

- Richard Allen - artista britânico

 

- Tony Delap - artista norte-americano

 

- Richard Anuszkiewicz - pintor norte-americano.

 

- Josef Albers - artista alemão

 

- Heinz Mack - artista plástico alemão

 


Curiosidade:

 

Uma das principais exposições de op-art ocorreu no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque em 1965. Conhecida como "The Responsive Eye", a exposição contou com a participação de vários artistas importantes.




Exemplos de obras de Op-art:


Obra Optical Motion de Henrique Matos

Optical Motion (2012): obra de Op-Art do artista plástico português Henrique Matos.

 

 

Pintura feita com vários quadrados pretos e brancos pequenos

Vega III (1957-1959): obra de op-art de Victor Vasarely.

 

 

Como a Op-Art influenciou a moda, o design gráfico e a publicidade?

 

A Op-Art influenciou significativamente a moda, o design gráfico e a publicidade ao introduzir uma estética arrojada e dinâmica baseada em ilusões visuais e padrões geométricos. Na moda, os estilistas adotaram os contrastes marcantes em preto e branco e os desenhos hipnóticos do movimento, criando roupas que brincavam com a percepção e o movimento, especialmente na década de 1960. O design gráfico incorporou os princípios da Op-Art para desenvolver layouts, pôsteres e capas de álbuns visualmente envolventes, frequentemente utilizando padrões para atrair e guiar a atenção do observador.


Na publicidade, os efeitos hipnotizantes do movimento tornaram-se uma ferramenta para criar campanhas memoráveis e chamativas, alinhando-se com o fascínio da época pela modernidade e inovação. Essa fusão de arte e funcionalidade permitiu que a Op-Art penetrasse na cultura popular e deixasse uma marca duradoura nas disciplinas de design.

 




Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).



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Bibliografia e vídeos indicados:


Fontes de referência do texto:

GOMBRICH, E. H. A História da Arte. São Paulo: Editora LTC, 2013.

MARSON, Antony. História da Arte Ocidental. Da Pré-História ao Século XXI. São Paulo: Rideel, 2010.



Vídeo indicado no YouTube:

Op art - História da Arte | Canal Arte & Educação