História da Colômbia

A Colômbia foi colonizada pelos espanhóis e conquistou sua independência em 1819.


Simón Bolívar: líder da independência da Colômbia
Simón Bolívar: líder da independência da Colômbia

 

Povos indígenas do período pré-colonial



Muito antes da chegada dos conquistadores espanhóis, as terras da porção sudoeste do atual estado da Colômbia já atraiam populações indígenas. Muitos desses povos, viviam na região da Cordilheira Oriental, nos Andes colombianos. As etnias que mais se destacaram nesse período foram os chibchas, que atingiram proeminência militar e os povos subandinos, os quais viviam em assentamentos menores devido às condições no planalto central.




Chegada dos espanhóis


 
Os europeus chegaram a Colômbia no final do século XV, por meio de missões de reconhecimento tanto na porção caribenha quanto na costa do pacífico. Rodrigo de Bastidas, que entre 1500 e 1501 havia mapeado a costa colombiana, em sua porção caribenha, acabou fundando Santa Marta, no litoral norte da região, em 1525. Alguns anos depois, em 1533, Pedro de Heredia fundou a cidade de Cartagena, o maior porto da administração colonial espanhol nas Américas.

 

Cerâmica Chibcha

Cerâmica Chibcha: um dos principais povos indígenas que habitava a Colômbia antes da chegada dos espanhóis.




Período Colonial



No século XVI os colonizadores espanhóis começaram a exploração das minas de ouro da região. Neste mesmo século, os espanhóis começaram a implementar o cultivo, em grandes propriedades rurais, do café, da banana, do tabaco e do algodão.


Neste período histórico, os espanhóis utilizaram a mão de obra escrava africana, assim como ocorreu no Brasil.


A Igreja católica atuou na catequização dos indígenas e o catolicismo tornou-se a religião oficial da Colômbia.


A sociedade era patriarcal e os espanhóis e seus descendentes tinham privilégios econômicos e políticos na política, ocupando os melhores e mais altos cargos.


Em 1791, ocorreu no país a Revolta dos Comuneros. Esta foi uma rebelião popular em reação aos elevados impostos e taxas cobrados pela Espanha. Essa revolta é considerada a semente do movimento de independência do país.



A Grã-Colômbia



Em 7 de agosto de 1819, a Grã-Colômbia se tornou independente e foi fundada a República da Grã-Colômbia, que era constituída pelos modernos estados de Venezuela, Colômbia, Panamá e Equador. Esta confederação foi articulada e liderada por Simón Bolívar.

 

Batalha de Boyacá na guerra de independência da Colômbia

Batalha de Boyacá: conflito entre colombianos e espanhóis no processo de independência da Colômbia

 


Independência da Colômbia

 
A separação da Grã-Colômbia começou em 1830. Após disputas internas nos anos 1820 e a morte de Bolívar no final de 1830, as quatro nações que outrora compunham a Grã-Colômbia. Esse processo teve fim em 1903, quando todos quatro países tomaram a forma que tem hoje.  Após uma década de relativa prosperidade econômica, a guerra civil da década de 1840 teve efeitos nocivos que minaram a fraca industrialização, inibindo o empreendedorismo e, na esfera política, acirrou as disputas entre liberais e conservadores.




Século XIX: conflitos políticos


 
Nos anos de 1860, a corrente liberal fortaleceu-se a ponto de ameaçar a igreja, que enquanto instituição tinha boas relações com as esferas dominantes desde a conquista espanhola. Durante esse período, a igreja católica sofreu derrotas como a expropriação de terras pertencentes a ela e a adoção, por parte da constituição nacional, da liberdade de culto e crença.

 
O ápice da violência entre essas duas correntes políticas (conservadores e liberais) se deu durante a Guerra dos Mil Dias, travada entre 1899 e 1902. Nesse período, o saldo de mortos chegou a casa dos 130 mil. Após a derrota e pressão dos Estados Unidos, que queriam construir um canal para comunicar o Caribe ao Oceano Pacífico, o governo colombiano ainda teve que lidar com as revoltas que culminaram na emancipação do que conhecemos hoje como Panamá.

Militares conservadores na Guerra dos Mil Dias

Guerra dos Mil Dias: conflito armado entre liberais e conservadores no começo do século XX.




Século XX

 
Entretanto, as décadas de 1910 e 1920 trouxeram um vigor econômico para a Colômbia, com a cultivo e exportação do café colombiano. Em 15 anos a Colômbia aumentou sua participação no mercado mundial do café para algo em torno de 3% para 10%.

 
Liberais e conservadores mais uma vez voltaram a se digladiar pelo controle da cena política. A violência se intensificou nas décadas de 1940 e 1950. Quando uma junta militar derrubou o líder populista Gustavo Rojas Pinilla. A partir da década de 1960, grupos paramilitares como as Farc e o ELN ganharam força, principalmente no interior do país, utilizando de técnicas de guerrilha e sequestros como arma de guerra.

 
Esse fato, ajudou a colocar a Colômbia novamente no mapa do comércio internacional, mas dessa vez, com um produto de natureza ilicita. O surgimento de cartéis como o de Cali e o de Medelim, que se abasteciam com drogas produzidas em áreas de extrema instabilidade política, deram a Colômbia a fama que ele adquiriu nos final do século XX e início do século XXI.

 

 

Cronologia da História Colombiana

 

Era Pré-Colombiana (antes de 1499): Diversos grupos indígenas, incluindo os Muiscas, Quimbayas e Taironas, habitavam a região.


1499: O explorador espanhol Alonso de Ojeda chega à costa norte da atual Colômbia, marcando o início da exploração europeia na área.


1538: O Império Espanhol estabelece a colônia de Nova Granada, que inclui partes do que hoje são Colômbia, Panamá, Equador e Venezuela.


1810 (20 de julho): Bogotá se revolta contra o domínio espanhol, levando à criação de uma junta e ao início da Guerra de Independência da Colômbia.


1819: Simón Bolívar, uma figura chave nos movimentos de independência da América Latina, vence a Batalha de Boyacá, garantindo a independência da região da Grande Colômbia, que abrangia Colômbia, Panamá, Venezuela, Equador, norte do Peru, oeste da Guiana e noroeste do Brasil.


1830: A Grande Colômbia se dissolve após a secessão da Venezuela e do Equador, levando à criação da República da Nova Granada, que mais tarde se tornou a República da Colômbia.


1886: A Colômbia adota uma nova constituição, centralizando o poder e criando a República da Colômbia como é conhecida hoje.


1948 (9 de abril): O assassinato do líder liberal Jorge Eliécer Gaitán leva a grandes distúrbios em Bogotá (conhecidos como El Bogotazo) e a um período de intenso conflito civil conhecido como La Violencia.


1964: As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) são formados, marcando o início de um longo período de conflito civil e guerra de guerrilha.


1991: A Colômbia adota uma nova constituição, visando abordar questões como tráfico de drogas, corrupção e guerra de guerrilha.


Anos 2000: O governo colombiano, com apoio internacional, intensifica os esforços para combater os cartéis de drogas e grupos guerrilheiros.


2016: O governo colombiano e as FARC assinam um acordo de paz, encerrando mais de 50 anos de conflito, embora desafios com a implementação e a continuação da violência de outros grupos persistam.

 

 



Publicado em 27/07/2020

Por Jefferson Evandro M. Ramos (graduado em História pela Universidade de São Paulo)




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Autor: Campos, Raymundo

Editora: Atual


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