Economia Brasileira: dados e principais características

Os principais dados econômicos do Brasil, índices e taxas.


Economia brasileira: entre as dez maiores do mundo
Economia brasileira: entre as dez maiores do mundo

 

Introdução: características gerais da economia brasileira:



Embora esteja passando por um momento de crise, provocada principalmente por problemas políticos, o Brasil ainda apresenta uma economia forte e sólida. O país é um grande produtor e exportador de mercadorias de diversos tipos, principalmente commodities minerais, agrícolas e manufaturados. As áreas de agricultura, indústria e serviços são bem desenvolvidas e encontram-se, atualmente, em bom momento de expansão. Considerado um país emergente, o Brasil ocupa o 8º lugar no ranking das maiores economias do mundo (em volume de PIB de 2019). O Brasil possui uma economia aberta e inserida no processo de globalização.

 

Informações, índices e dados da economia brasileira:



Moeda: Real (símbolo R$)


PIB de 2019 (Produto Interno Bruto): R$ 7,257 trilhões (US$ 1,605 trilhão - cotação do dólar de 04/03/2020 a R$ 4,52).


Renda per Capita de 2019 (PIB per capita): R$ 34.533,00 (alta real de 0,3% em relação ao ano anterior). Em dólar: US$ 7.640,00 (taxa de câmbio de 04/03/2020 com dólar a R$ 4,52).


Coeficiente de Gini: 49,8 (2013) - alto


Evolução do PIB nos últimos anos: 1,3% (2001); 3,1% (2002); 1,2% (2003); 5,7% (2004); 3,1% (2005); 4% (2006); 6% (2007); 5% (2008); - 0,2% (2009); 7,6% (2010); 3,9% (2011); 1,9% (2012); 3% (2013); 0,5% (2014); -3,5% (2015); -3,3 (2016); +1,3% (em 2017); +1,3% (em 2018) e +1,1% (em 2019).

Desempenho do PIB no 1º trimestre do ano de 2020: -1,5% (em relação ao trimestre anterior). Em valores correntes: R$ 1,803 trilhão. Por setores da economia: Agropecuária: +0,6%; Indústria: -1,4%; Serviços: -1,6%; Consumo das Famílias: - 2,0%; Investimento (Formação Bruta de Capital Fixo): +3,1%; Despesa de Consumo do Governo: +0,2%.

 

Desempenho do PIB no 2º trimestre do ano de 2020: -9,7% (em relação ao trimestre anterior). Em valores correntes: R$ 1,653 trilhão. Por setores da economia: Agropecuária: +0,4%; Indústria: -12,3%; Serviços: -9,7%; Consumo das Famílias: - 12,5%; Investimento (Formação Bruta de Capital Fixo): -15,4%; Despesa de Consumo do Governo: -8,8%.


Taxa de investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo): 15% do PIB (no segundo trimestre de 2020).


Carga tributária: 35% do PIB (em julho de 2019), o equivalente a R$ 2,39 trilhões em impostos.

Taxa de poupança: 14,1% do PIB (no primeiro trimestre de 2020).


Inflação em 2019:
4,31% (IPCA de 2019), ficando acima do centro da meta que é de 4,25%.


Inflação em 2020: 0,86% (IPCA de outubro de 2020). No acumulado de 2020 (até outubro): 2,22%


Força de trabalho: 95,5 milhões de trabalhadores (de junho a agosto de 2020 - IBGE): 81,7 milhões de ocupados e 13,8 milhões de desocupados.


Taxa de desemprego: 11,9% (taxa média anual de 2019) / 14,4% (de junho a agosto de 2020 - IBGE) com 13,8 milhões de desempregados.


Brasileiros empregados (população ocupada):
81,7 milhões de pessoas (de junho a agosto de 2020 - IBGE).


Rendimento médio dos trabalhadores brasileiros:
R$ 2.542,00 (de junho a agosto de 2020 - IBGE).


Taxa básica de Juros do Banco Central (SELIC): 2% ao ano (referência: desde 05 de agosto de 2020).


Taxa de Longo Prazo (TLP): formada mensalmente por uma parte de juros reais pré-fixados multiplicado por um fator de inflação IPCA. Para o primeiro trimestre de 2020, o Banco Central fixou a TJLP em 5,09% ao ano.


Salário Mínimo Nacional: R$ 1.045,00 (a partir de 1º de janeiro de 2020).


Dívida Externa: US$ 151,7 bilhões (setor público mais setor privado) - dados relativos a junho de 2019. Fonte: Tesouro Nacional do Brasil.

 

Dívida Federal Externa: R$ 151,7 bilhões ou US$ 40,34 bilhões (em junho de 2019). Queda de 2,48% na passagem de maio para junho de 2019.

 

Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi): R$ 4,5 trilhões (em outubro de 2020) - alta de 2,6% em relação ao mês anterior.


Dívida Pública (porcentagem do PIB): 78,3% (em julho de 2020) - Fonte IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

 

Dívida pública federal em valores (dívida interna + externa): R$ 3,977 trilhões (em junho de 2019) - aumento de 2,24% na passagem de maio para junho.

 

Transações correntes (transações do Brasil com o exterior):  em 2017 o déficit foi de US$ 9,8 bilhões (0,48% do PIB). Em outubro de 2018, o Brasil apresentou superávit de US$ 329 milhões.

 

Resultado primário do setor público (união, estados e municípios e suas estatais): déficit de R$ 108,258 bilhões (em 2018) - 1,57% do PIB.


Contas do Setor Público (consolidado)*: déficit primário de R$ 41,133 bilhões (em dezembro de 2018). * envolve governo federal, estados, municipios e empresas estatais (exceto Eletrobras e Petrobras).

 

Contas do Governo Federal (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social): déficit primário de R$ 95,065 bilhões (em 2019). Representou 1,3% do PIB. Em janeiro de 2020, houve superávit primário de R$ 44,124 bilhões.

 

Reservas internacionais: US$ 356,9 bilhões (em dezembro de 2019).

 

Investimentos Públicos: R$ 56,6 bilhões (em 2019)

 

Produção industrial em 2019: -1,1% (em relação ao ano anterior).


Produção industrial em 2020: crescimento de 2,6% (na passagem de agosto para setembro). No acumulado do ano (de janeiro a setembro) a queda é de 7,2%.

 

Arrecadação federal (impostos e tributos recolhidos): R$ 124,5 bilhões (em agosto de 2020) - aumento de 1,33% em comparação a agosto de 2019.

 

Poupança nacional bruta: R$ 869 bilhões (ano de 2016).

 

Investimentos diretos no país (IDP): US$ 78,56 bilhões (ano de 2019)

 

Contas externas em 2019 (transações correntes): déficit de US$ 50,762 bilhões (cerca de 2,75% do PIB). Houve alta do déficit de 22,2% em relação ao ano anterior.


Contas externas no 1º semestre de 2018 (transações correntes): déficit de US$ 3,5 bilhões.



Comércio Exterior:



Exportações: US$ 224,018 bilhões (2019) - queda de 7,5% em relação ao ano anterior.


Importações: US$ 177,344 bilhões (2019) - queda de 3,3% em relação ao ano anterior.


Saldo da balança comercial (2019): Superávit de US$ 46,67 bilhões (R$ 188,5 bilhões - conversão em 03/01/2020 com dólar a R$ 4,04). Em janeiro de 2020, a balança comercial brasileira apresentou déficit de R$ 7,4 bilhões.

Países que o Brasil mais importou (2019): China, Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Coreia do Sul.


Países que o Brasil mais exportou (2019): China (incluindo Hong Kong e Macau), Estados Unidos, Holanda, Argentina e Japão


Principais produtos exportados pelo Brasil (2019): soja em grãos, petróleo bruto, celulose, milho em grãos, carne de boi, carne de frango, farelo de soja, café em grãos, açúcar e semimanufaturados de ferro e aço.


Principais produtos importados pelo Brasil (2019): petróleo bruto; circuitos eletrônicos; transmissores/receptores; peças para veículos, medicamentos; automóveis, óleos combustíveis; gás natural, equipamentos elétricos e motores para aviação.


Exportações de Bens e Serviços
(no 1º trimestre de 2020): -2,2%.

 

Importações de Bens e Serviços (no 1º trimestre de 2020): +5,1%%.


Organizações comerciais que o Brasil pertence: Mercosul, Unasul e OMC (Organização Mundial de Comércio).

 


Tipos de energia consumida no Brasil (dados de 2018):


- Petróleo e derivados: 37,5%

- Hidráulica: 14,5%

- Gás natural: 10%

- Carvão Mineral: 5,1%

- Biomassa: 21,2%

- Lenha: 9,4%

- Nuclear: 1,5%

- Eólica: 0,7%



Principais produtos agrícolas produzidos: café, laranja, cana-de-açúcar (produção de açúcar e álcool), soja, tabaco, milho e mate.



Principais produtos da pecuária: carne bovina, carne de frango e carne suína.



Principais minérios produzidos: ferro, alumínio, manganês, magnesita e estanho.



Principais setores de serviços: telecomunicações, transporte rodoviário, técnico-profissionais prestados à empresas, transporte de cargas, limpeza predial e domiciliar, informática, transportes aéreos e alimentação.



Principais setores industriais: alimentos e bebidas, produtos químicos, veículos, combustíveis, produtos metalúrgicos básicos, máquinas e equipamentos, produtos de plástico e borracha, eletrônicos e produtos de papel e celulose.



MINISTRO DA ECONOMIA DO BRASIL

 

Foto de Paulo Guedes, ministro da economia do Brasil

O atual ministro da economia do Brasil é o economista carioca Paulo Guedes.

 

 

 


Principais Fontes: IBGE, Ministério de Minas e Energias, Banco Central do Brasil, Banco Mundial, CIA The World Factbook e MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

 

 

 


 


Dados atualizados em 18/11/2020.






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Bibliografia Indicada

 

Economia brasileira contemporânea

Autor: Toneto Júnior, Rudinei e outros

Editora: Atlas

Temas do livro: Economia do Brasil e Dados Econômicos.

 


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