Abalo Sísmico

O abalo sísmico é um tremor que ocorre na parte interna do nosso planeta. Pode ou não ser sentido na superfície.


Rachadura no solo provocada por um abalo sísmico
Rachadura no solo provocada por um abalo sísmico

 

O que é (definição)

 

Abalos sísmicos são movimentos (tremores) súbitos naturais que ocorrem nas camadas interiores da terra. São provocados por terremotos, deslocamentos de terra ou movimentos de placas tectônicas.

 

Principais características:

 

Os tremores liberam energia mecânica, que provocam vibrações no interior da terra. Muitas vezes, os abalos sísmicos são também chamados de terremotos.

 

Os abalos sísmicos, se forem de alta intensidade, podem provocar danos materiais caso ocorram em locais de cidades ou construções.



Etimologia (origem da palavra)

 

A palavra sísmico tem origem no grego seismós, que significa tremor de terra ou agitação. Há um verbo em grego, que também está relacionado com a origem dessa palavra. O verbo é seien, que significa fazer tremer e sacudir.



Você sabia?

 

- Os aparelhos que captam e medem a intensidade dos abalos sísmicos são chamados de sismógrafos. O sismograma é um gráfico gerado pelo sismógrafo.

 

- Sismólogo ou sismologista é o geofísico especializado em sismologia.

 

- Os abalos sísmicos são classificados de acordo com a energia mecânica liberada. A escala de medição é chamada de Escala Richter e vai de 0 a 9. Um abalo sísmico de intensidade 9 é altamente potente e com elevadíssimo poder de destruição. Felizmente, grande parte dos abalos sísmicos, que ocorrem no mundo, ficam abaixo de 4 pontos na Escala Richter.

 

Sismógrafo

Sismógrafo: instrumento usado para detectar e medir a intensidade de abalos sísmicos.




TEXTO COMPLEMENTAR 1: A ESCALA RICHTER

 

A Escala Richter é um sistema de medição de intensidade de abalos sísmicos (terremotos). É a principal escala utilizada atualmente no mundo. Ela vai de 1 a 9, sendo que quanto maior o número, maior a intensidade (magnitude) do terremoto e suas consequências (efeitos).

 

Essa escala foi criada em 1935 por dois sismólogos: Charles Richter (norte-americano) e Beno Gutenberg (alemão).

 

Magnitudes e possíveis efeitos dos terremotos medidos pela Escala Richter:

 

De 1 a 3,4 – é registrado pelos sismógrafos, porém dificilmente percebido pelas pessoas. Não ocorrem danos materiais.

 

De 3,5 a 5,4 – é sentido pelas pessoas, pois provoca tremores em construções e movimentação de objetos em residências, escritórios e empresas. Pode causar rachaduras e desabamento de construções frágeis (quando fica entre 4 e 5,4). Geralmente, ocasiona poucos danos materiais. São considerados abalos sísmicos de baixa intensidade.

 

De 5,5 a 6,0 – também é sentido pelas pessoas. Pode provocar rachaduras em construções sólidas e desabamentos nas que não possuem boa estrutura e ficam próximas ao epicentro. São considerados terremotos de média intensidade.

 

De 6,1 a 6,9 – pode causar muitos danos e desabamentos em áreas muito urbanizadas que fiquem a até 150 km do epicentro do terremoto. São considerados abalos sísmicos de alta intensidade.

 

De 7,0 a 7,9 – os abalos sísmicos nesta faixa podem provocar muitos desabamentos, destruição em regiões muito povoadas. Quando o epicentro ocorre em áreas oceânicas, possuem grande potencial de gerar tsunamis. Quando ocorrem em cidades com muitas construções antigas ou de estruturas frágeis, são capazes de provocar grande quantidade mortes.

 

Acima de 8,0 – são terremotos fortíssimos. Podem provocar a destruição de cidades inteiras. Até mesmo prédios sólidos e bem construídos podem desabar. Afetam cidades bem distantes do epicentro.

 

Foto do sismólogo Charles Francis Richter

Charles Francis Richter: sismólogo norte-americano que criou a Escala Richter em 1935.

 

 

TEXTO COMPLEMENTAR 2: OS TERREMOTOS

 

Também conhecido como sismo, o terremoto é um fenômeno geológico caracterizado por uma forte e rápida vibração da superfície terrestre.

 

Um terremoto pode ter como causa o choque entre placas tectônicas subterrâneas, a erupção de vulcão ou deslocamento de gases no interior do planeta Terra (situação mais rara). Num terremoto ocorrem aberturas de falhas na superfície terrestre e deslizamentos de terras. Quando ocorrem no mar, podem provocar tsunamis (ondas marítimas gigantes).

 

Um terremoto libera uma quantidade muito grande de energia mecânica, podendo provocar estragos e muita destruição quando atingem regiões habitadas. 

 

De acordo com sua intensidade (magnitude sísmica) podem ser classificados através da Escala Richter (de 0 a 9). Quanto mais alto o grau, mais forte é o terremoto. Terremotos que atingem grau 7 ou mais, com epicentro próximo à superfície terrestre, podem provocar danos catastróficos. 

 

Terremotos no Brasil 

 

O Brasil não está localizado em região favorável a ocorrências de terremotos, pois não há vulcões em atividade em nosso território e não estamos numa zona de atrito entre placas tectônicas ( o Brasil está localizado no interior da Placa Sul Americana). Mesmo assim, ocorrem terremotos de baixa intensidade (de 1 a 3 graus na Escala Richter), provocados, principalmente, pela acomodação de terra no subsolo.

 

Sismologia 

 

A área do conhecimento que identifica e analisa os terremotos é chamada de Sismologia.

 

Vulcao em erupção soltando fumaça e lava na parte superior

Erupções vulcânicas podem ser causadoras de terremotos.



Curiosidades:

- O maior terremoto em território brasileiro ocorreu em janeiro de 1955, na cidade de Cuiabá. Ele atingiu 6,6 na escala Richter. Porém, não ocorrer danos físicos e nem mortes, pois seu epicentro foi numa área inabitada naquele ano.

 

- O vocábulo terremoto tem origem na palavra grega trómos que significa "tremor de terra".

 



atualizado e revisado em 25/10/2021

Por Marcia Rodrigues - Professora de Geografia - Graduada pela Universidade de Guarulhos (2005)




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Bibliografia Indicada

 

O Mal sobre a Terra - uma história do terremoto de Lisboa

Autor: Priore, Mary del

Editora: Topbooks

 

Fonte de referência do artigo:

 

- VESENTINI, José William. Sociedade e Espaço. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Ática, 2006. 


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