logo Sua Pesquisa

Independência da América Espanhola 
História, processo de independência, contexto histórico, resumo, causas, países, os criollos, os líderes, consequências, bibliografia

Batalha pela Independência da América Espanhola
Batalha de Tampico (1829): marco da independência do México

 

Introdução (antecedentes históricos)

A partir do século XVI, a Espanha colonizou várias regiões da América. O sistema de colonização espanhola baseado na exploração dos recursos naturais e minerais das áreas dominadas. Os povos americanos (incas, astecas, maias e outros nativos) foram dominados, perderam suas terras e tiveram que seguir a cultura imposta pelos espanhóis. Estes povos nativos também tiveram que trabalhar de forma forçada para os colonizadores da Espanha.

A administração implantada pela Espanha nas colônias americanas era totalmente controlada pela metrópole e tinha por objetivo principal a obtenção de riquezas. As leis e suas aplicações eram definidas pela coroa espanhola e, portanto, serviam aos seus interesses políticos e econômicos. 

No campo econômico o controle da metrópole sobre as colônias americanas era rígido. Os colonos só podiam comprar e vender produtos da Espanha. Esta espécie de pacto colonial era altamente desfavorável aos colonos americanos, pois acabam sempre vendendo a preços baixos e comprando a preços altos, gerando grandes lucros aos espanhóis.

As lutas pela Independência da América Espanhola

Diante da exploração e injustiças adotas pela Espanha na América, a partir do século XVIII começa a brotar um movimento de resistência nas colônias, liderado pelos criollos. Estes eram filhos de espanhóis nascidos na América. Além dos laços culturais que tinham com o continente americano, viam na independência uma forma de obtenção de poder político. Muitos destes criollos eram comerciantes e, através da independência poderiam obter liberdade para seus negócios, aumentando assim seus lucros. Vale lembrar também que muitos criollos estudaram na Europa, onde tomaram contato com os ideais de liberdade propagados pelos iluministas.

No século XVIII, várias revoltas emancipacionistas ocorreram em diversas colônias americanas, lideradas em sua maioria pelos criollos. Porém, todas elas foram reprimidas com força e violência pela Espanha.


O processo de independência e suas principais características:

O processo de independência ganhou força no começo do século XIX, aproveitando a fragilidade política em que se encontrava a Espanha, após a invasão das tropas napoleônicas. As lutas pela independência ocorreram entre os anos de 1810 e 1833.

Vale ressaltar que o grau de insatisfação e revolta da população americana com o domínio espanhol havia atingido o ponto máximo no começo do século XIX. Foi nesta época também que os criollos conseguiram organizar movimentos emancipacionistas em todos os vice-reinos.

Ao contrário do que aconteceu no Brasil, o processo de independência das colônias espanholas foi violento, pois houve resistência militar por parte da Espanha. As guerras de independência geraram milhares de mortes de ambos os lados.

Os movimentos de independência, embora liderados pelos criollos, contou com a participação de negros, mestiços, brancos das camadas mais pobres e até mesmo de indígenas.

As colônias estavam divididas administrativamente em quatro vice-reinos (Nova Granada, Nova Espanha, Rio da Prata e Peru) e quatro capitanias-gerais (Chile, Venezuela, Guatemala e Cuba). Após o processo de independência, estes vice-reinos foram divididos e tornaram-se países. O vice-reino do Rio da Prata, por exemplo, transformou-se, após ser dividido, nos atuais: Paraguai, Argentina, Bolívia e Uruguai.

Enquanto o Brasil seguiu o sistema monárquico após sua independência em 1822, os países que se formaram com a independência das colônias espanholas adoram a República.

Anos da independência dos principais países da América Espanhola:

- México: 1821

- Peru: 1821

- Argentina: 1816

- Paraguai: 1813

- Uruguai: 1815

- Venezuela: 1811

- Bolívia: 1825

- Colômbia: 1811

- Equador: 1811

- Chile: 1818


Principais líderes

Os principais líderes das lutas pela independência nos países da América Espanhola foram Simón Bolivar e San Martín.

- Simón Bolivar: militar e politico venezuelano, foi de fundamental importância nos processos de independência da Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela, Panamá e Peru. Ganhou em 1813, na Venezuela, o título honorífico de Libertador.

- José de San Martín: general argentino, foi decisivo nos processos de independência da Argentina, Chile e Peru.

Consequências:

- Ascenção política dos criollos nas ex-colônias;

- Conquista da liberdade econômica, que favoreceu financeiramente e politicamente a aristocracia;

- Criação de dependência econômica com relação à Inglaterra, maior potência mercantil do século XIX;

- Infelizmente, a independência política não significou a diminuição das desigualdades e injustiças sociais nas ex-colônias espanholas. A pobreza e miséria continuaram como realidade para grande parte da população;

- Instalação do sistema republicano em que, através das eleições, as elites se perpetuavam no poder.

 

 

 

_____________________________________________

Veja também:

» Independência do Brasil

» Simón Bolívar

» Independência dos Estados Unidos

» História da Argentina

_____________________________________________

Bibliografia indicada:

- As independências na América Latina (coleção Tudo é História)
  Autor: Pomer, Leon
  Editora: Brasiliense
  Temas: História Geral

 

Acessar História

Página Inicial | Pesquisar Conteúdo | Trabalhos Escolares | Dicas de Estudo

 

 

 

 

Copyright © 2004 - 2013 Sua Pesquisa. Todos os direitos reservados. Este texto não pode ser reproduzido
sem autorização de seu autor. Só é permitida a reprodução para fins de trabalhos escolares.