O que foram os dinossauros
Os dinossauros foram um amplo grupo de répteis que viveu na Terra durante a Era Mesozoica, período compreendido aproximadamente entre 252 milhões e 66 milhões de anos atrás. Eles surgiram no período Triássico e, ao longo de mais de 160 milhões de anos, ocuparam numerosos ambientes terrestres. Nesse intervalo, desenvolveram formas corporais, tamanhos e modos de vida bastante variados.
Apesar de frequentemente serem associados apenas a animais gigantescos, muitos dinossauros eram pequenos ou de tamanho médio. Algumas espécies tinham dimensões semelhantes às de uma galinha, enquanto outras alcançavam dezenas de metros de comprimento. Também não é correto imaginar todos eles como grandes predadores: existiam dinossauros herbívoros, carnívoros e provavelmente onívoros.
Do ponto de vista científico, os dinossauros pertencem a um grupo de répteis chamado Dinosauria. Uma característica particularmente importante desse grupo era a posição dos membros em relação ao corpo. Diferentemente de muitos répteis atuais, que possuem as pernas projetadas lateralmente, os dinossauros apresentavam os membros posicionados principalmente abaixo do corpo, favorecendo uma locomoção mais eficiente.
Origem dos dinossauros
Os primeiros dinossauros conhecidos surgiram há aproximadamente 233 milhões de anos, durante o período Triássico, embora a origem exata do grupo ainda seja objeto de estudos paleontológicos. Naquela época, os continentes estavam reunidos em uma enorme massa continental chamada Pangeia, e o clima de muitas regiões era quente e relativamente seco.
Seus ancestrais pertenciam aos arcossauros, grupo de répteis que também deu origem a outros animais, entre eles os crocodilianos e os pterossauros. Os primeiros representantes dos dinossauros eram geralmente pequenos, leves e bípedes. Entre os exemplos mais antigos conhecidos estão Eoraptor, Herrerasaurus e Saturnalia, encontrados principalmente em áreas que atualmente correspondem à América do Sul.
Durante boa parte do Triássico, os dinossauros conviviam com vários outros grupos de répteis terrestres. Eles ainda não eram os animais dominantes nos ecossistemas. Essa situação começou a mudar após grandes transformações ambientais e extinções ocorridas no final do Triássico, por volta de 201 milhões de anos atrás. A partir do Jurássico, os dinossauros passaram a ocupar uma quantidade muito maior de ambientes.
A Era dos Dinossauros
A trajetória dos dinossauros atravessou os três períodos que formam a Era Mesozoica: Triássico, Jurássico e Cretáceo.
No período Triássico, entre aproximadamente 252 milhões e 201 milhões de anos atrás, surgiram os primeiros dinossauros. Eram inicialmente apenas uma parte da fauna terrestre e conviviam com diversos outros répteis.
Já no Jurássico, entre cerca de 201 milhões e 145 milhões de anos atrás, os dinossauros passaram por forte expansão. Surgiram grandes herbívoros de pescoço comprido, como Diplodocus e Brachiosaurus, ao mesmo tempo que grandes predadores, como Allosaurus, ocupavam posições importantes nas cadeias alimentares.
O Cretáceo, iniciado aproximadamente há 145 milhões de anos, apresentou grande variedade de dinossauros. Foi nesse período que viveram espécies bastante conhecidas, como Tyrannosaurus rex, Triceratops, Velociraptor e Ankylosaurus. O período terminou há 66 milhões de anos com uma extinção em massa que eliminou todos os dinossauros não avianos.
Principais características dos dinossauros:
• Eram animais vertebrados, possuindo coluna vertebral e esqueleto interno.
• Apresentavam os membros posicionados abaixo do corpo, característica que favorecia uma postura mais ereta.
• Existiam espécies bípedes, que caminhavam principalmente sobre duas patas, e quadrúpedes, que se locomoviam sobre quatro.
• O tamanho variava enormemente. Havia espécies muito pequenas e outras que ultrapassavam 30 metros de comprimento.
• A alimentação dependia da espécie. Existiam dinossauros herbívoros, carnívoros e provavelmente onívoros.
• Reproduziam-se por meio de ovos. Foram encontrados fósseis de ninhos, ovos e embriões de diferentes espécies.
• Muitas espécies possuíam estruturas especializadas, como chifres, placas ósseas, cristas, espinhos, caudas reforçadas e grandes garras.
• Parte dos dinossauros possuía penas. Essa característica era especialmente comum em diferentes grupos de terópodes.
• Algumas espécies provavelmente apresentavam comportamentos sociais, formando grupos, cuidando dos filhotes ou utilizando áreas coletivas de nidificação.
• A dentição variava conforme o tipo de alimentação. Predadores geralmente possuíam dentes cortantes, enquanto herbívoros apresentavam adaptações para cortar ou triturar vegetais.
Classificação dos dinossauros
Uma maneira tradicional de compreender os principais grupos de dinossauros considera características anatômicas, principalmente relacionadas à estrutura da pelve. Historicamente, eles foram divididos em dois grandes grupos: saurísquios e ornitísquios.
Os saurísquios incluíam os terópodes e os sauropodomorfos. Entre os terópodes estavam muitos dos principais dinossauros carnívoros, enquanto os sauropodomorfos reuniam grandes herbívoros de pescoço longo.
Os ornitísquios eram predominantemente herbívoros e apresentavam numerosas adaptações corporais. Faziam parte desse grupo animais como Triceratops, Stegosaurus, Ankylosaurus e Iguanodon.
Novos estudos sobre a evolução dos dinossauros têm proposto mudanças nas relações entre alguns desses grupos. Por isso, a classificação evolutiva dos dinossauros continua sendo aperfeiçoada à medida que novos fósseis e novas análises são realizados.
1. Dinossauros terópodes
Os terópodes constituíram um grupo formado principalmente por dinossauros bípedes. Muitas espécies eram carnívoras e possuíam dentes afiados, mandíbulas fortes e garras utilizadas na captura de presas.
Um dos representantes mais conhecidos foi o Tyrannosaurus rex, que viveu no final do Cretáceo, entre aproximadamente 68 milhões e 66 milhões de anos atrás. Esse grande predador habitou áreas que atualmente fazem parte da América do Norte e podia ultrapassar 12 metros de comprimento.
Menor e mais leve, o Velociraptor viveu na Ásia durante o Cretáceo. Ao contrário de representações cinematográficas que o mostram como um animal muito grande, tinha aproximadamente o tamanho de um peru grande em altura corporal, embora sua cauda aumentasse consideravelmente seu comprimento. Evidências fósseis mostram que possuía penas.
Também pertenciam aos terópodes animais como Allosaurus, Spinosaurus e Carnotaurus. Esse grupo possui importância especial para a compreensão da evolução porque as aves modernas descendem de pequenos dinossauros terópodes.
2. Saurópodes e outros sauropodomorfos
Entre os maiores animais terrestres que já existiram estavam os saurópodes. Eles possuíam pescoço comprido, cabeça relativamente pequena, quatro membros robustos e cauda longa. Eram herbívoros e utilizavam principalmente a vegetação como alimento.
O Diplodocus, encontrado na América do Norte, apresentava corpo alongado e uma cauda muito extensa. Já o Brachiosaurus possuía membros anteriores proporcionalmente maiores, o que fazia a parte frontal do corpo permanecer mais elevada.
Na América do Sul viveram alguns dos maiores saurópodes conhecidos. Argentinosaurus e Patagotitan, encontrados na Argentina, provavelmente atingiam dezenas de toneladas. O tamanho exato desses animais é difícil de estabelecer porque muitos fósseis foram encontrados de maneira incompleta.
3. Ceratopsianos
Os ceratopsianos foram dinossauros herbívoros que apresentavam crânios bastante característicos. Muitas espécies possuíam chifres e uma grande estrutura óssea na região posterior da cabeça.
O Triceratops é o representante mais famoso desse grupo. Viveu na América do Norte durante o final do Cretáceo e possuía três chifres, além de uma grande estrutura óssea ao redor da parte posterior do crânio. Seu bico resistente auxiliava no corte de vegetais.
Outros ceratopsianos apresentavam números e formatos diferentes de chifres. Protoceratops, por exemplo, era muito menor e não possuía os três grandes chifres característicos de Triceratops.
4. Estegossauros
Uma das formas corporais mais facilmente reconhecidas entre os dinossauros pertence aos estegossauros. Esses animais herbívoros apresentavam placas ósseas alinhadas sobre o dorso e espinhos na extremidade da cauda.
Stegosaurus viveu durante o Jurássico, principalmente em áreas correspondentes à atual América do Norte. Podia alcançar aproximadamente 7 a 9 metros de comprimento.
As grandes placas dorsais provavelmente desempenhavam funções relacionadas à exibição, reconhecimento entre indivíduos ou regulação térmica, embora a função exata continue sendo discutida. Os espinhos da cauda, por sua vez, podiam funcionar como estruturas defensivas contra predadores.
5. Anquilossauros
Os anquilossauros desenvolveram uma das formas mais eficientes de proteção corporal entre os dinossauros. Muitas partes de seu corpo eram revestidas por placas e nódulos ósseos que funcionavam como uma espécie de armadura.
Ankylosaurus, encontrado em rochas do final do Cretáceo da América do Norte, é o exemplo mais conhecido. Seu corpo era baixo e robusto, e a extremidade da cauda apresentava uma grande estrutura óssea semelhante a uma clava.
Diante de um ataque, esse tipo de dinossauro podia utilizar a cauda como instrumento de defesa. Sua proteção corporal provavelmente dificultava bastante os ataques de grandes predadores.
6. Ornitópodes
Os ornitópodes constituíram um grupo importante de dinossauros herbívoros. Muitas espécies conseguiam caminhar tanto sobre duas quanto sobre quatro patas.
Iguanodon foi um dos primeiros dinossauros conhecidos pela ciência. Viveu durante o Cretáceo e possuía uma característica incomum: um grande espinho no polegar, provavelmente utilizado para defesa ou outras funções.
Posteriormente surgiram os hadrossauros, frequentemente chamados de "dinossauros de bico de pato" devido ao formato da região frontal do crânio. Parasaurolophus, por exemplo, apresentava uma longa crista na cabeça, provavelmente relacionada à comunicação sonora e à identificação entre indivíduos.
Dinossauros com penas e a origem das aves
Durante muito tempo, os dinossauros foram representados como grandes répteis cobertos exclusivamente por escamas. Descobertas paleontológicas realizadas especialmente a partir das últimas décadas do século XX modificaram profundamente essa visão.
Fósseis encontrados em diferentes regiões, principalmente na China, demonstraram que vários terópodes apresentavam penas ou estruturas semelhantes a penas. Animais como Sinosauropteryx, Microraptor e Anchiornis oferecem evidências importantes dessa característica.
As aves atuais são consideradas dinossauros avianos. Elas descendem de uma linhagem de pequenos terópodes emplumados. Isso significa que, do ponto de vista evolutivo, os dinossauros não desapareceram completamente: uma de suas linhagens continua presente nas aves que vivem atualmente.
Reprodução e desenvolvimento
Todos os dinossauros conhecidos reproduziam-se por ovos. Fósseis de ovos foram encontrados em várias regiões do planeta, algumas vezes associados a ninhos organizados em grandes áreas de reprodução.
Determinados achados sugerem que algumas espécies cuidavam dos ovos e dos filhotes. Um exemplo frequentemente estudado é Maiasaura, cujo nome significa aproximadamente "boa mãe lagarto". Fósseis associados a ninhos indicam que os jovens permaneciam durante algum tempo nas áreas de reprodução.
Embriões fossilizados também ajudam os paleontólogos a compreender como os dinossauros cresciam. Estudos dos ossos mostram que várias espécies apresentavam crescimento relativamente rápido durante determinadas fases da vida.
Comportamento
Reconstruir o comportamento de animais extintos é uma tarefa difícil, pois comportamentos raramente deixam registros diretos no material fóssil. Mesmo assim, pegadas, ninhos, concentrações de esqueletos e características anatômicas fornecem importantes pistas.
Conjuntos de pegadas podem indicar deslocamentos coletivos em determinadas espécies. Grandes áreas de nidificação também sugerem que alguns dinossauros retornavam periodicamente aos mesmos locais para colocar seus ovos.
No caso dos predadores, ainda existe discussão sobre a frequência da caça em grupo. Embora existam hipóteses de cooperação entre indivíduos de algumas espécies, nem todas possuem evidências suficientes para afirmar que caçavam de maneira organizada.
Onde viveram os dinossauros
Fósseis de dinossauros foram encontrados em todos os continentes, inclusive na Antártida. Durante a Era Mesozoica, porém, a configuração dos continentes era bastante diferente da atual.
Quando os primeiros dinossauros apareceram, grande parte das terras estava reunida na Pangeia. A fragmentação progressiva desse supercontinente separou populações e contribuiu para o desenvolvimento de diferentes espécies em diversas regiões.
Ambientes ocupados por dinossauros incluíam florestas, planícies, áreas próximas a rios, regiões costeiras e ambientes relativamente secos. A distribuição de cada espécie dependia das condições climáticas, da disponibilidade de alimentos e das características geográficas existentes em cada época.
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| Alossauro: dinossauro carnívoro que viveu no período Jurássico. |
Dinossauros no Brasil
O território brasileiro possui registros importantes de dinossauros, principalmente em áreas onde rochas sedimentares da Era Mesozoica estão expostas. Fósseis e pegadas já foram encontrados em estados como Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Paraíba.
Entre os dinossauros brasileiros conhecidos está Staurikosaurus, encontrado no Rio Grande do Sul. Ele viveu durante o Triássico e está entre os dinossauros mais antigos conhecidos pela ciência.
Outro exemplo é Irritator challengeri, um dinossauro terópode relacionado aos espinossaurídeos, encontrado na região da Chapada do Araripe. Já Uberabatitan ribeiroi, descoberto em Minas Gerais, pertence ao grupo dos titanossauros e representa um dos grandes herbívoros que viveram no atual território brasileiro durante o Cretáceo.
A extinção dos dinossauros
Há aproximadamente 66 milhões de anos ocorreu uma das maiores extinções em massa da história da Terra. Esse acontecimento marca o limite entre os períodos Cretáceo e Paleógeno e provocou o desaparecimento de aproximadamente três quartos das espécies existentes no planeta.
Todos os dinossauros não avianos foram extintos. Também desapareceram numerosos grupos de organismos marinhos e terrestres. As aves, pertencentes a uma linhagem de pequenos dinossauros terópodes, sobreviveram e continuaram evoluindo.
Durante muito tempo foram propostas diferentes explicações para essa extinção. Atualmente, a hipótese mais aceita pelos cientistas aponta o impacto de um grande asteroide como principal causa do evento, embora transformações ambientais já existentes também possam ter contribuído para aumentar a vulnerabilidade dos ecossistemas.
A teoria do impacto de asteroide
Segundo a principal explicação científica, um asteroide de aproximadamente 10 a 15 quilômetros de diâmetro atingiu a Terra há cerca de 66 milhões de anos. A colisão ocorreu na região correspondente à atual Península de Yucatán, no México.
O impacto originou a cratera de Chicxulub, com aproximadamente 180 quilômetros de diâmetro. A energia liberada foi extremamente elevada e provocou efeitos ambientais em escala global.
Grandes quantidades de poeira, partículas e gases foram lançadas na atmosfera. Parte da luz solar deixou de alcançar normalmente a superfície terrestre, provocando redução da temperatura e diminuição da fotossíntese. Com menos plantas e organismos fotossintetizantes disponíveis, as cadeias alimentares foram profundamente afetadas.
Incêndios, terremotos, tsunamis e alterações químicas na atmosfera e nos oceanos também estiveram associados às consequências do impacto. A combinação desses fenômenos criou condições extremamente difíceis para numerosas formas de vida.
As evidências do impacto
Uma das principais evidências da colisão foi identificada em camadas geológicas formadas exatamente no limite entre o Cretáceo e o Paleógeno. Nelas existe uma concentração anormalmente elevada de irídio, elemento relativamente raro na crosta terrestre, mas encontrado com maior frequência em certos asteroides.
Posteriormente, pesquisadores identificaram a enorme estrutura de impacto de Chicxulub, parcialmente localizada sob a Península de Yucatán e parcialmente sob o Golfo do México. Sua idade coincide aproximadamente com o momento da extinção em massa.
Outras evidências incluem minerais submetidos a pressões extremas e pequenos fragmentos de material fundido produzidos durante o impacto. O conjunto desses registros tornou a hipótese do asteroide a principal explicação científica para a extinção ocorrida há 66 milhões de anos.
O papel do vulcanismo
Embora o impacto de Chicxulub seja considerado a principal causa da extinção, os cientistas também estudam o papel de uma intensa atividade vulcânica ocorrida aproximadamente no mesmo período.
Na região da atual Índia ocorreram enormes erupções responsáveis pela formação das chamadas Armadilhas do Decão. Durante milhares de anos, grandes quantidades de lava e gases foram liberadas, provocando alterações ambientais e climáticas.
É provável que os ecossistemas do final do Cretáceo já estivessem enfrentando mudanças ambientais associadas ao vulcanismo antes da colisão. O impacto do asteroide teria provocado uma crise muito mais rápida e intensa, levando numerosos grupos de organismos à extinção.
Por que alguns animais sobreviveram?
A extinção não atingiu todos os organismos da mesma maneira. Animais pequenos, capazes de consumir diferentes tipos de alimentos ou de viver em ambientes protegidos, tiveram algumas vantagens durante o período de crise ambiental.
Mamíferos, aves, crocodilianos, tartarugas e vários outros grupos conseguiram atravessar esse período. Muitas espécies sobreviventes possuíam hábitos alimentares relativamente flexíveis ou conseguiam utilizar sementes, restos orgânicos e pequenos animais como fontes de alimento.
Com a extinção dos grandes dinossauros terrestres, numerosos ambientes ficaram disponíveis para outros grupos. Durante a Era Cenozoica, iniciada há 66 milhões de anos, os mamíferos passaram por uma grande expansão evolutiva e ocuparam diferentes nichos ecológicos.
A importância dos fósseis
Quase tudo o que conhecemos sobre os dinossauros é resultado do estudo de fósseis. Ossos, dentes, ovos, pegadas, impressões de pele, penas e até fezes fossilizadas fornecem informações sobre diferentes aspectos de sua vida.
A Paleontologia utiliza esses vestígios em conjunto com conhecimentos de Geologia, Biologia, Física, Química e outras áreas científicas. Por meio da análise das rochas em que os fósseis são encontrados, também é possível estimar sua idade e reconstruir características dos antigos ambientes.
Novas descobertas continuam modificando a maneira como os dinossauros são compreendidos. A imagem de animais lentos, pesados e pouco ativos, comum durante parte dos séculos XIX e XX, foi substituída por uma visão mais complexa. Hoje se sabe que muitos apresentavam metabolismo ativo, comportamento elaborado, penas, crescimento rápido e relações evolutivas bastante próximas das aves.
Exemplos de espécies de dinossauros e suas principais características:
Tiranossauro rex: conhecido como "rei dos lagartos tiranos", o Tiranossauro Rex foi um dos maiores carnívoros terrestres, medindo até 12 metros de comprimento e cerca de 4 metros de altura nos quadris. Viveu na América do Norte durante o período Cretáceo Superior, há cerca de 68 a 66 milhões de anos. Sua mandíbula poderosa e dentes serrilhados eram adaptados para esmagar ossos.
Diplodocus: um dos maiores dinossauros herbívoros, o Diplodocus tinha um corpo longo, pescoço e cauda extensos, chegando a 30 metros de comprimento. Viveu na América do Norte durante o período Jurássico Superior, há cerca de 150 milhões de anos, habitando áreas de florestas e planícies.
Velociraptor: pequeno e ágil, o Velociraptor media cerca de 2 metros de comprimento e 0,5 metros de altura. Carnívoro, tinha garras curvas e afiadas nas patas traseiras, usadas para capturar presas. Viveu na Ásia Central, no período Cretáceo Superior, há cerca de 75 a 71 milhões de anos.
Estegossauro: reconhecido por suas placas ósseas ao longo das costas e cauda com espinhos, o Estegossauro era herbívoro e media cerca de 9 metros de comprimento. Viveu na América do Norte e na Europa durante o período Jurássico Superior, há cerca de 155 a 150 milhões de anos.
Pteranodon: embora não fosse um dinossauro, mas sim um pterossauro, o Pteranodon é famoso por sua envergadura de asas de até 7 metros. Viveu na América do Norte durante o período Cretáceo Superior, há cerca de 86 a 84 milhões de anos, habitando regiões costeiras.
Antarctossauro: um grande saurópode herbívoro, o Antarctossauro viveu na América do Sul durante o período Cretáceo. Media cerca de 18 metros de comprimento e possuía um pescoço longo que o ajudava a alcançar a vegetação.
Saltassauro: pequeno para um saurópode, o Saltassauro media cerca de 12 metros de comprimento. Foi um dos primeiros dinossauros a apresentar armadura óssea no corpo. Viveu na América do Sul durante o período Cretáceo Superior.
Elasmosaurus: um plesiossauro marinho, o Elasmosaurus tinha um longo pescoço com cerca de 72 vértebras, representando a maior parte de seus 14 metros de comprimento. Viveu nos oceanos durante o período Cretáceo Superior.
Braquiossauro: este grande saurópode herbívoro tinha um pescoço longo e patas dianteiras mais longas que as traseiras, o que lhe dava uma postura inclinada para frente. Viveu na América do Norte e na África durante o período Jurássico Superior.
Alossauro: um predador de grande porte, o Alossauro media cerca de 12 metros de comprimento. Com mandíbulas poderosas e dentes serrilhados, era um dos maiores carnívoros do Jurássico Superior. Viveu na América do Norte e na Europa.
Carnotauro: com chifres sobre os olhos e um corpo robusto, o Carnotauro era um dinossauro carnívoro que viveu na América do Sul durante o período Cretáceo. Media cerca de 8 metros de comprimento e tinha braços muito curtos.
Barionix: um dinossauro carnívoro semi-aquático, o Barionix tinha um crânio longo e estreito, parecido com o de um crocodilo, e garras afiadas. Viveu na Europa durante o período Cretáceo Inferior.
Eoraptor: considerado um dos primeiros dinossauros, o Eoraptor media cerca de 1 metro de comprimento e era onívoro. Viveu na América do Sul durante o período Triássico Superior, há cerca de 231 milhões de anos.
Compsognathus longipes: pequeno e ágil, este dinossauro carnívoro media cerca de 1 metro de comprimento. Viveu na Europa durante o período Jurássico Superior, alimentando-se de pequenos animais.
Patagossauro: um grande saurópode herbívoro, o Patagossauro viveu na América do Sul durante o período Jurássico. Media cerca de 18 metros de comprimento e tinha um corpo robusto.
Plateossauro: um dos primeiros saurópodes, o Plateossauro era herbívoro e media cerca de 10 metros de comprimento. Viveu na Europa e na Ásia durante o período Triássico Superior.
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| Esqueleto de um Plateossauro. |
• O Stygimoloch era uma espécie de dinossauro que viveu no final do período Cretáceo (cerca de 65 milhões de anos atrás). Ele possuía chifres que eram usados para defender e golpear os dinossauros inimigos.
• Os pteranodontes eram dinossauros com asas. Paleontólogos acreditam que eles pescavam de forma parecida com os pelicanos atuais.
• Paleontólogos acreditam que os coritossauros se comunicavam através de sons emitidos por suas cristas. Eles eram herbívoros (se alimentavam de plantas) e bípedes (andavam usando duas pernas). Em latim, coritossauro significa "dinossauro de capacete". Eles pesavam cerca de 4 toneladas e podiam atingir até 8 metros de altura.
• Os triceratops eram dinossauros parecidos com os atuais rinocerontes, porém muito maiores. Eram herbívoros e possuíam centenas de dentes adaptados para cortar e mastigar vegetais.
• O Tiranossauro Rex possuía cerca de 60 grandes e afiados dentes. Como eram carnívoros, usavam os dentes para cortar e rasgar a carne dos animais abatidos. Após caírem, os dentes dos tiranossauros nasciam novamente.
• Outra característica importante dos tiranossauros era seu apurado olfato. Cientistas acreditam que eles conseguiam sentir de longe o cheiro de outros animais. Esse recurso era muito usado para encontrar animais que serviriam de alimento.
• O Oryctodromeus cubicularis era uma espécie de dinossauro que cavava tocas. Os paleontólogos acreditam que faziam isso para proteger os ovos e filhotes de predadores.
• O Sauroposeidon foi uma das mais altas espécies de dinossauros que existiu. Podia atingir até 27 metros de altura (aproximadamente um prédio de nove andares).
• O Argentinossauro foi uma das maiores espécies de dinossauros. Herbívoro e quadrúpede, media quase 35 metros de comprimento e 20 metros de altura. Usava o longo pescoço para atingir o topo das árvores e obter, desta forma, alimento. Estes grandalhões podiam pesar até 100 toneladas.
• Os Giganotossauros eram terápodes, ou seja, possuíam três dedos nos pés. Carnívoros, atacavam suas presas em bandos.
• O Troodonte era uma espécie de dinossauro que viveu no período Cretáceo. Carnívoros, tinham o corpo coberto de penas para garantir a proteção nas épocas frias. Paleontólogos acreditam que era uma das espécies mais inteligentes e ágeis entre todos os dinossauros.
• De acordo com os paleontólogos, os animais atuais que mais se parecem, do ponto de vista fisiológico, com os dinossauros são: as aves e os crocodilianos.
• Corpo grande e pesado e cérebro minúsculo. Este era o Estegossauro que pesava cerca de duas toneladas, mas apresentava um cérebro de apenas 80 gramas.
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| Infográfico didático e resumido sobre os dinossauros |
Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 17/08/2026
Fontes de pesquisa:
https://en.wikipedia.org/wiki/Dinosaur
NOVA ENCICLOPÉDIA BARSA. [S.l.]: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 1999. 1 CD-ROM.
Vídeo indicado no YouTube:
ORIGEM DOS DINOSSAUROS (TRIÁSSICO) - Canal do Pirulla