Conceito de História, seu estudo e objetivos


 

Conceito de História 

 

História é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo. A História analisa os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico, cultura ou civilização.

 

Qual a importância e objetivos do estudo da História?

 

A História não deve ser ensinada como um conjunto de fatos, nomes e datas, que devem ser decorados. Era assim no passado, mas atualmente essa Ciência Humana ganhou novos objetivos muito mais úteis e significativos.

 

Estudar e entender a História é de grande importância para a formação de um cidadão crítico e bem informado. Portanto, os professores de História devem ensinar essa Ciência Humana, trabalhando, principalmente, com comparações, análises e reflexões.

 

Portanto, o estudo da História apresenta os seguintes objetivos:

 

- Formar o aluno para o exercício de sua cidadania.

 

- Possibilitar a conscientização individual como meio para um futuro melhor para o cidadão e para a sociedade.

 

- Desenvolver o espírito crítico e entender processos evolutivos, dos mais amplos aos mais localizados.

 

- Recorrer ao passado (memória histórica) para entender o mundo presente e suas tendências.

 

- Desenvolver a capacidade de análise de fatos que ocorreram no passado, para poderem ser entendidos imparcialmente e mais próximos da realidade possível.

 

Estudante lendo numa biblioteca

Estudo da História: entender o passado para ser um cidadão consciente e compreender o presente.

 

Fontes históricas principais

 

O estudo da História foi dividido em dois períodos: a Pré-História (antes do surgimento da escrita) e a História (após o surgimento da escrita, por volta de 4.000 a.C).

 

Para analisar a Pré-História, os historiadores e arqueólogos analisam fontes materiais (ossos, ferramentas, vasos de cerâmica, objetos de pedra e fósseis) e artísticas (arte rupestre, esculturas, adornos).

 

Já o estudo da História conta com um conjunto maior de fontes para serem analisadas pelo historiador. Estas podem ser: livros, roupas, imagens, objetos materiais, registros orais, documentos, moedas, jornais, gravações, etc.

 

Ciências auxiliares da História 

 

A História conta com ciências que auxiliam seu estudo. Entre estas ciências auxiliares, podemos citar: Antropologia (estuda o fator humano e suas relações), Paleontologia (estudo dos fósseis), Heráldica (estudo de brasões e emblemas), Numismática (estudo das moedas e medalhas), Psicologia (estudo do comportamento humano), Arqueologia (estudo da cultura material de povos antigos), Paleografia (estudo das escritas antigas) entre outras.

 

Periodização da História

 

Para facilitar o estudo da História ela foi dividida em períodos:

 

- Pré-História: antes do surgimento da escrita, ou seja, até 4.000 a.C.

 

- Idade Antiga (Antiguidade): de 4.000 a.C. até 476 (invasão do Império Romano).

 

- Idade Média (História Medieval): de 476 a 1453 (conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos).

 

- Idade Moderna: de 1453 a 1789 (Revolução Francesa).

 

- Idade Contemporânea: de 1789 até os dias de hoje.

 

 

O que faz um historiador?

 

- Atua na área de consultoria histórica (vídeos, turismo histórico, teatro, novela, etc.);

 

- Avalia e produz livros e outros materiais didáticos de História;

 

- Trabalha em museus e centros culturais com pesquisa histórica;

 

- Trabalha para empresas no resgate da história e produz de material de divulgação;

 

- Faz investigação histórica em arquivos públicos e privados;

 

- Pode atuar na área de ensino (Fundamental e Médio) como professor;

 

- Produção de conteúdo histórico para portais educacionais e culturais da Internet.

 

 

Você sabia?

 

- O grego Heródoto, que viveu no século V a.C. é considerado o “pai da História” e primeiro historiador, pois foi o pioneiro na investigação do passado para obter o conhecido histórico.

 

- A historiografia é o estudo do registro da História.

 

- O historiador é o profissional, com bacharelado em curso de História, que atua no estudo desta ciência, analisando e produzindo conhecimentos históricos.

 

Busto do historiador antigo grego Heródoto

Heródoto (484 a.C.-425 a.C.): primeiro historiador que temos conhecimento. É considerado o "pai da História".

 

 


 

Dúvidas frequentes sobre Conceito de História, seu estudo e objetivos:



Por que estudar História exige mais do que memorizar datas e nomes?

Datas e nomes ajudam a situar acontecimentos, mas o estudo histórico também investiga relações, mudanças, permanências e condições de vida. Uma guerra, por exemplo, precisa ser examinada em seu contexto, considerando interesses políticos, recursos, grupos envolvidos e consequências para diferentes populações. O trabalho do historiador formula perguntas e constrói explicações com base em evidências, em vez de apenas reunir fatos em sequência. Memorizar informações pode apoiar a aprendizagem, mas compreender processos exige comparar fontes, identificar relações e avaliar argumentos.


Uma fonte escrita na época de um acontecimento é automaticamente verdadeira e imparcial?

Não. Uma fonte produzida no período estudado pode conter erros, omissões, propaganda ou a perspectiva limitada de seu autor. Para analisá-la, o historiador investiga quem a produziu, com qual finalidade, para qual público e em quais circunstâncias. Também compara seu conteúdo com outras evidências. Um relato parcial pode ser muito útil, inclusive para estudar interesses e crenças, sem que todas as suas afirmações sejam aceitas como fatos. A proximidade temporal torna a fonte relevante, mas não dispensa a crítica.


Historiadores podem pesquisar sociedades que não deixaram documentos escritos?

Sim. Objetos, construções, vestígios arqueológicos, imagens, práticas culturais e tradições orais também podem fornecer evidências sobre experiências humanas. O estudo dessas fontes requer métodos adequados e, frequentemente, diálogo com áreas como a Arqueologia e a Antropologia. Sua interpretação deve considerar o contexto de produção, preservação e transmissão. A ausência de escrita não significa ausência de história: limita certos tipos de informação disponível, mas não impede investigar formas de trabalho, relações sociais, crenças e transformações dessas sociedades.


Se dois historiadores apresentam interpretações diferentes, qualquer versão do passado passa a valer?

Não. Interpretações podem divergir porque partem de perguntas, fontes e abordagens distintas, mas devem apresentar argumentos coerentes e compatíveis com as evidências. Uma afirmação contradita por documentos ou construída com fontes manipuladas não ganha validade apenas por ser chamada de interpretação. Debates permitem revisar explicações e incorporar novos conhecimentos. Assim, reconhecer que a escrita da História envolve escolhas e perspectivas não equivale a abandonar critérios: é necessário justificar conclusões, esclarecer limites das fontes e distinguir hipóteses de afirmações bem fundamentadas.

 

 

 

 




Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 06/10/2026



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Bibliografia e vídeos indicados:


Fontes de referência do artigo:

 

BURKE, Peter. A Escrita da História: Novas Perspectivas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1992. 311 p.

 

BORGES, Vovy Pacheco. O que é História (coleção Primeiros Passos). São Paulo: Editora Brasiliense, 1997.

 

Vídeo indicado no YouTube:

 

O que é História? - Se Liga - Enem e vestibulares