O que é
O Monte Everest é a montanha mais alta do mundo em relação ao nível do mar, com cerca de 8.848,86 metros de altitude. Ele faz parte da Cordilheira do Himalaia, uma das mais importantes cadeias montanhosas do planeta. O Everest é conhecido mundialmente por sua grande altitude, pelas condições naturais extremas e pelo desafio que representa para alpinistas. Sua formação está relacionada ao encontro entre as placas tectônicas Indiana e Euro-Asiática, processo que continua elevando lentamente a região do Himalaia.
Localização
O Monte Everest está localizado na Ásia, na Cordilheira do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e a Região Autônoma do Tibete, administrada pela China. No Nepal, a montanha é chamada de Sagarmatha, enquanto no Tibete recebe o nome de Chomolungma. A face sul do Everest fica em território nepalês e é uma das rotas mais utilizadas por alpinistas. A face norte está no lado tibetano e também é usada em expedições, embora apresente condições igualmente difíceis.
Características geográficas:
Altitude elevada
O Everest possui aproximadamente 8.848,86 metros de altitude, sendo o ponto mais alto da superfície terrestre acima do nível do mar. Essa altitude provoca baixa pressão atmosférica e pouco oxigênio, o que dificulta a respiração humana e torna a escalada muito perigosa.
Cordilheira do Himalaia
A montanha integra a Cordilheira do Himalaia, formada pelo choque entre a placa Indiana e a placa Euro-Asiática. Esse movimento tectônico começou há milhões de anos e ainda ocorre atualmente, fazendo com que a região continue sujeita a elevações e terremotos.
Clima extremo
O clima no Everest é muito frio, com temperaturas que podem atingir valores extremamente baixos, especialmente próximo ao cume. Ventos fortes, tempestades de neve e mudanças rápidas nas condições atmosféricas são comuns, tornando a permanência humana muito arriscada.
Presença de neve e gelo
Grande parte do Everest é coberta por neve, gelo e geleiras. Essas formações são importantes para a paisagem da região e alimentam rios que descem das áreas montanhosas. No entanto, o derretimento do gelo também pode provocar instabilidade e riscos naturais.
Baixa quantidade de oxigênio
Nas grandes altitudes do Everest, o ar é muito rarefeito. Isso significa que há menos oxigênio disponível para a respiração. Por esse motivo, muitos alpinistas utilizam cilindros de oxigênio durante a subida, principalmente nas áreas mais próximas do cume.
Relevo acidentado
O Everest apresenta encostas íngremes, paredões rochosos, cristas estreitas e áreas cobertas por gelo. Esse relevo dificulta o deslocamento e exige equipamentos específicos para escalada. A combinação entre altitude, gelo e declividade torna a montanha um ambiente de grande risco.
Geleiras
Entre as geleiras associadas ao Everest, destaca-se a Geleira Khumbu, localizada no lado nepalês. Ela é uma das áreas mais conhecidas da rota sul de escalada e apresenta fendas profundas, blocos de gelo instáveis e trechos perigosos.
Zona da morte
A parte mais alta do Everest, acima de aproximadamente 8.000 metros, é conhecida como zona da morte. Nessa altitude, a quantidade de oxigênio é tão baixa que o corpo humano não consegue permanecer por muito tempo sem sofrer graves consequências. Essa é uma das razões pelas quais a escalada do Everest exige preparo físico, experiência e planejamento rigoroso.
Formação geológica do Everest
O Monte Everest foi formado por um processo conhecido como tectônica de placas. Cerca de 50 milhões de anos atrás, o subcontinente indiano, que era uma grande ilha flutuando no Oceano Índico, começou uma colisão lenta, mas massiva com a placa continental da Eurásia. Essa colisão é um pouco como o que acontece quando você empurra lentamente um tapete contra uma parede: ele começa a dobrar e se levantar. No caso do Monte Everest, o "tapete" era a crosta terrestre, e a "parede" era a placa da Eurásia. Essa imensa pressão fez a crosta encurvar, dobrar e se elevar para cima, levando à formação do Himalaia, com o Monte Everest como seu ponto mais alto.
Ao longo de milhões de anos, essa colossal montanha continuou a se elevar à medida que a placa indiana seguia empurrando para o norte na placa da Eurásia. O processo continua em andamento, o que significa que o Everest ainda está crescendo, embora muito lentamente. Além disso, o pico do Everest é composto de calcário e mármore, materiais que eram o leito de um antigo mar. Esse detalhe fascinante revela que essa região, agora no topo do mundo, já esteve embaixo do oceano. A transformação de um leito marinho para o ponto mais alto da Terra mostra a natureza dinâmica e sempre mutável da superfície do nosso planeta.
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Monte Everest: 8.848 metros acima do nível do mar. |
Curiosidades:
- O Monte Everest ainda está crescendo: a montanha sobe aproximadamente 4 milímetros a cada ano devido à colisão tectônica entre as placas Indiana e Eurasiática.
- A pressão do ar no cume pode ser mais baixa do que o esperado: A pressão do ar no cume flutua ligeiramente devido aos padrões climáticos e à corrente de jato, às vezes tornando a respiração mais difícil do que o esperado para os alpinistas.
- A "zona da morte" do Everest foi cruzada pela primeira vez em 1924: Antes da ascensão bem-sucedida de Tenzing Norgay e Edmund Hillary em 1953, os alpinistas George Mallory e Andrew Irvine aventuraram-se na zona da morte em 1924, onde foram vistos pela última vez antes de seu misterioso desaparecimento.
- Junko Tabei foi a primeira mulher a chegar ao topo do Everest. O feito ocorreu no dia 16 de maio de 1975.
- Waldemar Niclevicz e Mozart Catão foram os primeiros alpinistas brasileiros a chegar ao topo do Everest. O grande feito ocorreu em 14 de maio de 1995.
Artigo revisado por Marcia Rodrigues - Professora de Geografia - Graduada pela Universidade de Guarulhos (2005)
Atualizado em 12/06/2026
Fonte:
https://www.britannica.com/place/Mount-Everest
https://de.wikipedia.org/wiki/Mount_Everest
Vídeo indicado no YouTube:
OS HERÓIS DO MONTE EVEREST - VIAGEM AO TOPO DO MUNDO - Canal Você Sabia?