Império
Bizantino
História do Império Romano do Oriente, importância
de Constantinopla, arte bizantina, cultura no Império Romano do Oriente,
Questão Iconoclasta, o comércio em Bizâncio, a organização social,
História Antiga.

Exemplo de um mosaico bizantino
No século IV o Império Romano dava sinais claros da queda de seu poder no ocidente, principalmente em função da invasão dos bárbaros (povos germânicos) através de suas fronteiras. Diante disso, o Imperador Constantino transferiu a capital do Império Romano para a cidade oriental de Bizâncio, que passou a ser chamada de Constantinopla. Esta mudança, ao mesmo tempo em que significava a queda do poder no ocidente, tinha o seu lado positivo, pois a localização de Constantinopla, entre o mar Negro e o mar Mármara, facilitava muito o comércio na região, fato que favoreceu enormemente a restauração da cidade, transformando-a em uma Nova Roma.
O
auge deste império foi atingido durante o reinado do imperador Justiniano
(527-565), que visava reconquistar o poder que o Império Romano havia perdido
no ocidente. Com este objetivo, ele buscou uma relação pacífica com os
persas, retomou o norte da África, a
Itália e a
Espanha. Durante seu governo,
Justiniano recuperou grande parte daquele que foi o Império Romano do Ocidente.
A
religião foi fundamental para a manutenção do Império Bizantino, pois as
doutrinas dirigidas a esta sociedade eram as mesmas da sociedade romana. O
cristianismo ocupava um lugar de destaque na vida dos bizantinos e podia ser
observado, inclusive, nas mais diferentes manifestações artísticas. As
catedrais e os mosaicos bizantino estão entre as obras de arte e arquitetura
mais belos do mundo.
Os monges, além de ganhar muito dinheiro com a venda de ícones, também tinham forte poder de manipulação sobre sociedade. Entretanto, incomodado com este poder, o governo proibiu a veneração de imagens, a não ser a de Jesus Cristo, e decretou pena de morte a todos aqueles que as adorassem. Esta guerra contra as imagens ficou conhecida como A Questão Iconoclasta.
A
sociedade bizantina era totalmente hierarquizada. No topo da sociedade
encontrava-se o imperador e sua família. Logo abaixo vinha a nobreza formada
pelos assessores do rei. Abaixo destes estava o alto clero. A elite era composta
por ricos fazendeiros, comerciantes e donos de oficinas artesanais. Uma camada
média da sociedade era formada por pequenos agricultores, trabalhadores das
oficinas de artesanato e pelo baixo claro. Grande parte da população era
formada por pobres camponeses que trabalhavam muito, ganhavam pouco e pagavam
altas taxas de impostos.
Após
a morte de Justiniano, o Império Bizantino ficou a mercê de diversas invasões,
e, a partir daí, deu-se início a queda de Constantinopla. Com seu
enfraquecimento, o império foi divido entre diferentes realezas feudais.
Constantinopla teve sua queda definitiva no ano de 1453, após ser tomada pelos
turcos.
Atualmente, Constantinopla é conhecida como Istambul e pertence à Turquia. Apesar de um passado turbulento, seu centro histórico encanta e impressiona muitos turistas devido à riquíssima variedade cultural que dá mostras dos diferentes povos e culturas que por lá passaram.
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